Rondônia aparece em um novo capítulo do escândalo envolvendo o Banco Master. Registros atribuídos à delação de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira que faliu, apontam que o banqueiro teria pago voos de jato para levar lideranças do União Brasil ao estado, onde participariam de reuniões com gestores públicos para tentar viabilizar negócios com o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Rondônia (Iperon).
Segundo informações divulgadas pela imprensa nesta semana, o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e o vice-presidente da legenda, ACM Neto, seriam proprietários de escritórios que teriam recebido mais de R$ 10 milhões em contratos com o Banco Master. As circunstâncias e a finalidade desses contratos estão entre os pontos mencionados nas informações divulgadas.
A tentativa de aproximação com o Iperon, no entanto, não teria avançado. Dessa forma, os recursos previdenciários dos servidores públicos de Rondônia não teriam sido envolvidos nessa operação, segundo as informações apresentadas. O episódio chama atenção para os riscos associados a possíveis negociações entre instituições financeiras e fundos de previdência pública.
A documentação também apontaria uma situação no Amapá, onde o Banco Master teria movimentado R$ 400 milhões do fundo previdenciário dos servidores estaduais. Em Rondônia, o caso também ganha repercussão pelo peso político do União Brasil no estado, especialmente durante o período em que o governador Marcos Rocha, atualmente filiado ao PSD, integrava a legenda.
É importante ressaltar que os registros citados seriam parte de uma delação atribuída a Vorcaro que não foi aceita pela Polícia Federal. Portanto, as informações ainda precisam ser apuradas e não comprovam, por si só, a prática de irregularidades pelos políticos mencionados. Os fatos e as eventuais responsabilidades dependem de investigação e confirmação pelas autoridades competentes.




