Incêndio no Ninho

Bandeira de Mello é indiciado por homicídios no CT do Flamengo

O delegado Márcio Petra da Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou hoje o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, três engenheiros da empresa NHJ e outros quatro funcionários do clube por homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco em matar – por incêndio ocorrido no centro de treinamento conhecido como Ninho do Urubu no dia 8 de fevereiro desse ano, que causou a morte de dez jogadores com idades entre 14 e 16 anos.

A tragédia aconteceu em um contêiner improvisado que servia como alojamento, um laudo que saiu no dia 8 de maio apontou que o incêndio teria começado em um curto circuito em um dos ar-condicionados e se alastrou devido ao material do contêiner. Segundo inquérito da polícia o contêiner construído pela empresa NHJ possuía diversas irregularidades estruturais e elétricas, os ar-condicionados não vinham recebendo manutenção e também haveria um descumprimento de uma ordem de interdição do CT dada ao clube pela prefeitura do Rio de Janeiro por falta de alvará de funcionamento e do certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros.

O Clube de Regatas Flamengo e o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello ainda não se pronunciaram sobre o caso.