Boi gordo segue firme, atacado aquece; o que esperar?

No mercado atacadista, os preços registraram uma tendência de alta durante a segunda-feira, o que demandou uma reposição adequada entre os segmentos atacadista e varejista; confira as cotações e perspectivas.

No início desta semana, o mercado físico do boi gordo apresentou preços acomodados em diversas regiões do país. Especialistas apontam que os pecuaristas estão inclinados a segurar suas ofertas, visando negociar por valores mais elevados nos próximos dias, segundo informações da Consultoria Safras & Mercado. “O sentimento é de que os pecuaristas vão tentar segurar as ofertas, buscando preços mais altos nos próximos dias”, disse o analista da consultoria, Fernando Henrique Iglesias.

Contudo, a possibilidade de movimentos significativos de alta é limitada pela situação das escalas de abate, que se mantêm confortáveis em grande parte do território nacional, de acordo com especialistas do setor.

As indústrias brasileiras continuam comprando lotes de boiadas gordas de maneira comedida, enquanto os pecuaristas resistem como podem ao movimento de baixa na arroba, aproveitando as chuvas recorrentes que dão um “fôlego” para as pastagens, permitindo a retenção do gado por um pouco mais de tempo, relata a Agrifatto.

Preços do boi gordo

São Paulo — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$235,00. Média de R$225,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abates de dez dias;

Minas Gerais — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de onze dias;

Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de sete dias;

Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de nove dias;

Tocantins — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de doze dias;

Pará — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de treze dias;

Goiás — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de oito dias;

Rondônia — O boi vale R$190,00 a arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de onze dias;

Maranhão — O boi vale R$205,00 por arroba. Vaca a R$180,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de onze dias;

Paraná — O boi vale R$225,00 por arroba. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de sete dias.

Na avaliação da Scot Consultoria, com o início da primeira quinzena de abril/24, o escoamento da carne bovina do mercado doméstico pode apresentar melhorias, estimulado pela entrada dos salários nas contas dos trabalhadores.

O indicador do boi gordo CEPEA/B3 para o dia 01/04/2024 registrou um valor de R$ 228,05/@ – 45,02 U$* -, apresentando uma variação diária de -1,83%. Esse resultado reflete uma queda significativa em relação ao dia anterior, bem como uma tendência de queda ao longo do mês, com uma variação mensal também de -1,83%. Esses números indicam um cenário de pressão sobre os preços do boi gordo, possivelmente influenciado por fatores como oferta e demanda, condições climáticas e dinâmicas do mercado internacional.

Atacado

No mercado atacadista, os preços registraram uma tendência de alta durante a segunda-feira, impulsionados por vendas consideráveis às vésperas do feriado prolongado, o que demandou uma reposição adequada entre os segmentos atacadista e varejista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 13,30 por quilo, enquanto a ponta de agulha subiu para R$ 13,10 por quilo, representando um aumento de R$ 0,15. Já o quarto traseiro foi cotado a R$ 17,50 por quilo, registrando uma elevação de R$ 0,20. Esses números sugerem uma atividade aquecida no mercado atacadista, com perspectivas de reajustes favoráveis nos próximos dias, conforme avaliação de analistas do setor.

A tendência é de uma boa primeira quinzena, com bom potencial de reajustes para os próximos dias”, afirma Iglesias, analista do Safras&Mercado.

ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Juliana Freire sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira, do Compre Rural.

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