Bolsonaro diz que foi tirado do Planalto pelo “sistema” e que direita voltará em 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, neste final de semana, que foi tirado da presidência da República no final de 2022 pelo que chama de “sistema”, mas que a direita voltará ao poder em 2026 a partir do que se definir nas eleições municipais deste ano.

A declaração foi dada durante uma viagem a Belém neste domingo (30) para lançar a pré-candidatura do deputado federal Éder Mauro (PL-PA) à prefeitura da capital paraense. Ele afirmou que “vamos vencer e voltar àquele período que experimentamos há pouco, de paz e de prosperidade”.

“Não foram vocês que me tiraram de lá. Foi o sistema. Mas nós vamos vencer o sistema”, disse Bolsonaro ressaltando que seu governo estava no “caminho certo” e que houve uma interferência no final de 2022.

Em tom de campanha, ele reforçou que o futuro do Brasil depende de cada cidadão, declarando que “não existe salvador da pátria” e que a responsabilidade pelo resgate do país é de todos.

Acompanhado pela ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, o ex-presidente foi recebido por apoiadores no aeroporto de Belém, seguindo em motociata até a região da Doca, onde discursou em cima de um caminhão de som.

Durante o discurso, Bolsonaro destacou o “carinho” que recebe em “todo lugar do Brasil” e afirmou que, apesar das “perseguições e ameaças”, prefere estar ao lado do “povo que nunca me abandonou”.

Sem citar diretamente o nome do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro criticou a gestão petista, referindo-se a ele como “um presidente sem povo” e afirmando que “nem o nordestino engole este cara.”

Também apontou que os ministros de Lula são “incompetentes ou ficha suja”, contrastando com seu próprio governo, onde, segundo ele, “não houve corrupção”. Ele afirmou que sua administração colocou um “ponto final na corrupção” e que atualmente “todo dia tem um escândalo”.

“O controle das mídias não permitiriam essas imagens chegar até você. O bem vencerá o mal. O Brasil é a Terra Prometida”, disse mais tarde em uma rede social.

O ex-presidente aproveitou para destacar o que considera como conquistas de sua gestão, mencionando o aumento do valor do Auxílio Brasil – que depois voltou a se chamar Bolsa Família –, a criação do Pix, a aceleração do processo de abertura de empresas e a revogação de normas.

Ele também elogiou o potencial do Brasil, destacando suas reservas minerais, terras agricultáveis, água potável, beleza natural, clima favorável, e um povo “ordeiro e trabalhador”. Em relação ao estado do Pará, afirmou que é “o estado mais rico do Brasil, até do Amazonas, ouso dizer”, criticando a situação de dificuldades enfrentada pela população local.

Bolsonaro anunciou que continuará as viagens pelo Pará para apoiar pré-candidatos aliados. Nesta segunda (1), estará em São Geraldo do Araguaia e em Marabá, à tarde. Na terça (2), pela manhã, seguirá para Parauapebas.

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