Brasil alcança maior exportação de carne bovina da história ao vender para mais de 170 países

O Brasil bateu recorde de exportação de carne bovina em 2025 de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Ao todo, foram mais de 3,5 milhões de toneladas e uma receita de US$ 18,03 bilhões. Na comparação com 2024, os resultados são, respectivamente, 20,9% e 40,1% maiores. 

“O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida”, destacou em nota o presidente da Abiec, Roberto Perosa. 

Dentro das categorias — carne in natura, industrializada, miúdos, tripas, gorduras e salgadas — a carne bovina in natura representou a maior parte dos embarques, cerca de 3,09 milhões de toneladas. Isso demonstra um crescimento de 21,4%, além de gerarem US$ 16,61 bilhões. 

No resultado de dezembro, o País também registrou um mês importante, com uma alta de 50,4% nos volumes embarcados em comparação com o mesmo período de 2024. Assim, foram mais de 347,4 mil toneladas de carne bovina enviadas ao exterior. Quanto ao faturamento, o crescimento no mês foi de 67,3%, somando US$ 1,85 bilhões.  

Principais destinos

O Brasil exportou a proteína bovina para mais de 170 países. A China continua liderando como o principal comprador e os Estados Unidos, mesmo com os efeitos do tarifaço, aumentaram os volumes importados do Brasil. Veja os resultados do ano:

  1. China – 1.676.005 toneladas (+22,8%) e US$ 8,90 bilhões (+46,5%)
  2. EUA – 271.826 toneladas (+18,3%) e US$ 1,64 bilhões (+21,3%)
  3. Chile – 136.294 toneladas (+23,4%) e US$ 754,5 milhões (+41,5%)
  4. União Europeia – 128.894 toneladas (+56,6%) e US$ 1,06 bilhões (+75,5%)
  5. Rússia – 126.432 toneladas (+46,7%) e US$ 537,1 milhões (+75%)
  6. México – 118.032 toneladas (+156,2%) e US$ 645,4 milhões (+198,9%)
  7. Egito – 105.567 toneladas(+19,8%) e US$ 386,9 milhões (+24,6%)
  8. Hong Kong – 98.985 toneladas (-15,3%) e US$ 355,3 milhões (-8,5%)
  9. Filipinas – 96.202 toneladas (+4,2%) e US$ 425,4 milhões (+26,8%)
  10. Arábia Saudita – 66.841 toneladas (+16,4%) e US$ 333,8 milhões (+30,1%)

Para o novo ano, a expectativa é de que as exportações se mantenham em patamares elevados, além da entrada em mercados considerados estratégicos. “Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua, em parceria entre o setor privado e o governo. A visão é de um crescimento mais qualificado, com previsibilidade, competitividade e maior valor agregado, e sempre atento às questões geopolíticas”, avaliou Perosa.

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