Arrecadação cresceu quase 10% em 2025, mas participação do estado no total nacional segue pequena.
Imposto é roubo? Se tanto se paga, por que saúde e educação continuam sendo alvos de reclamação? Afinal, quanto o acreano realmente desembolsou em impostos em 2025? O debate sobre carga tributária volta ao centro da discussão com novos dados sobre a arrecadação no Acre, que voltou a crescer e atingiu patamar recorde no último ano.
Segundo o Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo, a arrecadação de impostos no estado ultrapassou R$ 6,4 bilhões em 2025. Entre 1º de janeiro e 31 de dezembro, os acreanos pagaram aproximadamente R$ 6,487 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais, consolidando mais um ano de alta.
O volume arrecadado representa um aumento de cerca de R$ 575 milhões em relação a 2024, quando a arrecadação foi de R$ 5,9 bilhões. Em termos percentuais, o crescimento foi de aproximadamente 9,7%, mantendo uma trajetória de expansão contínua. No ano anterior, a alta já havia sido expressiva, com crescimento de 18% em relação a 2023.
Apesar do avanço nominal, a participação do Acre na arrecadação nacional segue reduzida. Em 2025, o estado respondeu por 0,16% de todos os tributos pagos no Brasil, proporção semelhante à registrada no ano anterior, quando a arrecadação nacional ultrapassou a marca de R$ 3 trilhões.
Assim como nos anos anteriores, Rio Branco concentrou a maior fatia da arrecadação estadual. A capital arrecadou cerca de R$ 253,8 milhões em impostos ao longo de 2025, superando o desempenho de 2024, quando o município havia registrado pouco mais de R$ 231 milhões.
Impostômetro
Criado em 2005, o Impostômetro estima o total de impostos, taxas e contribuições pagos à União, estados e municípios. Desenvolvida em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, a ferramenta permite acompanhar em tempo real o volume arrecadado em cada unidade da Federação, ampliando a transparência sobre o peso dos tributos no bolso do contribuinte.



