Na moleira

‘Cargo principal da minirreforma ficou de fora: o de governador adjunto’, ironiza Fagner Calegário

Ânimos alterados e discursos inflamados, a pauta do dia na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) foi a votação da Reforma Administrativa com a criação de mais 450 cargos protocolada na semana passada na Casa Legislativa, pelo vice-governador Major Rocha e chefe da Casa Civil, Ribamar Trindade.

Em sua fala, o deputado Fagner Calegário, sem partido, relembrou sua prestação de contas do governo na semana passada que revelam um cenário bem mais confortável aos cofres públicos do que faz acreditar a atual gestão.

Calegário alerta Cameli: “Tem gente mandando mais que vossa excelência”

Sobre a reforma da reforma, Calegário diz que o principal cargo ficou de fora do projeto, a de “governador adjunto”.

“Voltamos aqui então a pauta central das discussões no dia de hoje, a grande e megarreforma administrativa do governo. O que foi bem falado aqui hoje e como delineei semana passada, o cenário não é de crise financeira e sim má-gestão financeira. Estudando a fundo a reforma que nos foi enviada semana passada, cheguei a uma única conclusão. Faltou a criação de um único cargo: a de governador adjunto. Tenho certeza que ninguém aqui dúvida da boa-fé e caráter do governador. Mas o problema hoje não é o governador, mas quem os cercam. Hoje estamos acompanhando a nomeação de pessoas que não têm a mínima condição de assumir determinados cargos no governo e agora vem propor mais 450 CECs para pessoas técnicas. Abre o olho, governador, pois tem gente mandando na Casa Civil mais do que vossa excelência”, disparou.

Calegário aproveitou para cutucar também o atual líder do governo na Casa, o deputado Luiz Tchê (PDT).

“Que vossa excelência não leve para o lado pessoal o que vou falar neste momento, porque respeito muito a função que desempenha hoje neste parlamento, que é de interlocução do governo, mas vossa excelência está hoje cuspindo no prato que comeu. E que seja mais coerente. Deputado que hoje é líder do governo só joga em um time que é a base governista”, finalizou, fazendo um pedido aos deputados que não votassem contra aqueles que os elegeram.

“Hoje vossas excelências não vão ter salvo-conduto. Votou aqui, acabou, não tem como voltar atrás, como na CPI da Energisa”.