Amor e fantasia

Casais acreanos saem da monotonia fazendo swing ou ménage à trois

Se as noites ficaram monótonas e os domingos ficaram insuportáveis, ou se você não aguenta mais olhar para a cara do seu parceiro ou parceira, esposo ou esposa, calma! Esse tipo de sentimento é normal depois de algum tempo de relacionamento, mas o que pode fazer reviver aquela paixão, aquele tesão, são mudanças de rotina ou de fantasia.

Não é necessário trair o seu par perfeito!
É o que ensina Mistress e Gent, um casal acreano que aderiu ao swing, uma antiga prática de troca de casal. Eles não estão sozinhos, pois a cada semana cresce a quantidade de casais que buscam aventuras sexuais a três ou a quatro. Eles são servidores públicos, ela possui 30 anos e ele 45 anos, casados há seis anos.

Segundo os “swingueiros”, não existe uma casa noturna especializada no Estado, mas são comuns encontros entre casais em casas noturnas, bares e até em motéis. Para fazer parte desse grupo seleto é preciso ser um casal real, não basta serem namorados ou amigos coloridos.
Para participar também precisa respeitar regras, como higiene pessoal sempre em dia, usar camisinha sempre, além de ter muita discrição, para não existir constrangimento dentro da família.

Os casais participantes também proíbem o uso de drogas e são contra a participação de menores. “Temos filhos! Procuramos pessoas com mais de 30 anos, porque geralmente já possuem um casamento estável e que garante a realização da fantasia sem alguma briga ou ciúmes”, disse o Mistress.

Foto/internet

Ela disse que troca de casais não é suruba, mas uma modalidade de relacionamento, como o ménage à trois, vulgo sexo a três.
“Geralmente os casais começam com o sexo a três, procuramos homens e mulheres interessadas. Começamos assim, saímos com várias amigas e até namoramos duas mulheres, mas, depois, começamos a ter o interesse de sair com um homem e depois um casal”, detalhou Mistress

.Viagens

Eles nunca saíram do Acre para participar de aventuras em outros Estados, mas já planejam, juntamente com outros dois casais, uma ida para um cruzeiro especializado em realizar a fantasia. Eles já participam de vários grupos locais e nacionais, no Facebook e em outros sites, que divulgam festas e eventos turísticos.
“Claro, para entrar nesses grupos fomos indicados por outros casais reais que saímos. Para começar a participar desses grupos é preciso seguir regras rigorosas e para ser aceito é preciso mostrar que é casado. Mulheres solteiras são aceitas, mas o convite geralmente é feito por pessoas do círculo social”, disse a moça.

Facebook e aplicativos

O casal explicou que geralmente conhece a parceira ou os parceiros pelas redes sociais, como Facebook, Badoo, SexLog, ou por aplicativos, como Tinder, Sexo Casual ou Whatsapp.
“Temos alguns perfis e usamos para fazer o primeiro contato. Evitamos garotas de programa ou pessoas muito novinhas. Começamos a conversar, mas nem sempre saímos, porque a escolha depende do tesão, do interesse de todos os envolvidos. Já tivemos muitos casos em que não passou de algumas cervejas, porque as pessoas não pareciam entender que aquilo era uma fantasia”, detalhou Mistress.

Conversa e cuidados

O casal orienta os aspirantes que para começar a praticar sexo a 3 ou a troca de casais é preciso muita conversa entre os parceiros para evitar brigas ou crises de ciúmes. “Eles também precisam impor regras. Alguns homens só entram no sexo se a esposa autorizar, por exemplo. A mulher precisa ainda ter em mente que será necessário tomar anticoncepcional e tomar cuidado com as unhas para não machucar a outra mulher na hora do carinho”, disse.
“Apenas ir por farra não funciona bem. As mulheres precisam sentir vontade, tesão. Não vale a pena tirar a roupa sem ter vontade ou para agradar o marido”, afirmou Mistress que disse ser bissexual

Bissexualidade

Mistress explicou que se descobriu como bissexual depois de muita conversa com o esposo e depois de confessar que preferia ver duas mulheres fazendo sexo do que assistir um casal.

Outras fantasias

Ela disse que já experimentaram também o voyeurismo, em que as pessoas têm prazer em assistir ou ser vista fazendo sexo.
“Começamos a troca de casal assistindo um casal de amigos fazendo sexo. Aquilo não saiu da minha cabeça. Já ficávamos a três com uma amiga ou outra, mas comecei a ter tesão para experimentar e fiz o convite para meu marido quando assisti nossos amigos transando. Depois da segunda vez que todos estávamos juntos acabou rolando, mas precisei beber um pouco para ter coragem”, finalizou.