Setor evita declarar apoio e mantém cautela diante de novos nomes na disputa de 2026.
O agro vem forte nas eleições de 2026? Já existe um candidato preferido do setor? Caiado, Flávio ou até nomes como Aldo Rebelo podem ocupar esse espaço? A entrada de Ronaldo Caiado na corrida presidencial mexeu com o tabuleiro e forçou uma reação imediata de quem já tentava se posicionar como representante do campo.
A movimentação mais recente veio do senador Flávio Bolsonaro, que intensificou o discurso voltado ao agronegócio durante agenda no Mato Grosso do Sul. Ao lado da senadora Tereza Cristina, uma das principais lideranças do setor, ele abordou temas sensíveis como segurança jurídica, demarcação de terras, crédito e infraestrutura.
“São pautas que o presidente Bolsonaro começou e que o atual governo destruiu, como se o agro fosse um inimigo. O agro é gigante no mundo inteiro por causa da força deles próprios, porque o atual governo faz tudo para atrapalhar”, afirmou. A declaração foi feita durante a abertura de uma exposição agropecuária em Campo Grande.
No mesmo evento, Flávio reforçou a aproximação com Tereza Cristina e chegou a classificá-la como “sonho de consumo” para compor sua chapa. A expectativa é de que ele retorne ao estado nas próximas semanas, ampliando a presença em eventos ligados ao setor.
A entrada de Caiado, no entanto, mudou o cenário. Com histórico ligado ao agronegócio e resultados concretos à frente do governo de Goiás, o pré-candidato do PSD passou a disputar diretamente o mesmo espaço político. No ano passado, o estado registrou crescimento de 23% nas exportações de grãos, um dado que reforça sua credencial junto ao setor.
Diante disso, lideranças do agro adotaram cautela. O apoio que antes parecia caminhar de forma mais previsível agora está em aberto. Com mais de um nome competitivo na disputa, o setor prefere observar, ouvir propostas e evitar compromissos antecipados, mantendo diálogo com diferentes projetos enquanto o cenário de 2026 segue em construção.


