Conheça os 10 maiores produtores de carne bovina do mundo

Em 2024, os maiores produtores desse setor mantiveram suas posições de destaque, com o Brasil firmando-se como o segundo maior produtor de carne bovina do mundo; confira o ranking completo.

A indústria da carne bovina é um dos pilares da economia global, alimentando populações e impulsionando o comércio internacional. Em 2024, os maiores produtores deste setor mantiveram suas posições de destaque, com o Brasil firmando-se como o segundo maior produtor de carne bovina do mundo. No entanto, a questão que surge é: será que o Brasil será destinado a liderar o ranking nos próximos anos? Vamos discutir posteriormente.

Com uma produção estimada em 11,9 milhões de toneladas, os EUA ocupam o primeiro lugar no ranking, representando aproximadamente 20,0% da produção global. Por sua vez, o Brasil segue de perto, ocupando o segundo lugar com uma produção de 10,8 milhões de toneladas, o que equivale a cerca de 18,2% da produção mundial.

Esses dois países líderes são seguidos pela China, cuja produção de carne bovina alcança 7,7 milhões de toneladas, representando cerca de 12,9% da produção global. Enquanto isso, a União Europeia e a Argentina ocupam respectivamente o quarto e o quinto lugar no ranking dos maiores produtores de carne bovina do mundo, com produções de 6,4 milhões de toneladas e 3,0 milhões de toneladas. Juntos, esses cinco principais produtores respondem por uma parcela significativa da produção mundial de carne bovina, influenciando os mercados internacionais e a segurança alimentar em todo o mundo.

Ranking completo dos maiores produtores

De acordo com os dados mais recentes, os maiores produtores de carne bovina em 2024 foram:

  1. Estados Unidos: Com uma produção de 11,9 milhões de toneladas, os Estados Unidos lideraram o ranking, contribuindo com cerca de 20,0% da produção mundial.
  2. Brasil: O Brasil manteve sua posição de destaque como o segundo maior produtor, com uma produção de 10,8 milhões de toneladas, representando 18,2% da produção global.
  3. China: Em terceiro lugar, a China produziu 7,7 milhões de toneladas de carne bovina, contribuindo com aproximadamente 12,9% da produção mundial.
  4. União Europeia: Com uma produção de 6,4 milhões de toneladas, a União Europeia ocupou a quarta posição, representando 10,8% da produção total.
  5. Argentina: A Argentina produziu 3,0 milhões de toneladas, contribuindo com 5,1% da produção global.
  6. Austrália: Com 2,4 milhões de toneladas, a Austrália ficou em sexto lugar, representando 4,0% da produção mundial.
  7. México: O México produziu 2,3 milhões de toneladas, contribuindo com 3,8% da produção global.
  8. Canadá: Com uma produção de 1,3 milhão de toneladas, o Canadá ocupou a oitava posição, representando 2,1% da produção total.
  9. Reino Unido: Com uma produção de 0,5 milhões de toneladas, ocupa a nona posição na lista, contribuindo com 1,2% da produção global.
  10. Nova Zelândia: Com uma produção de 0,7 milhões de toneladas, ocupa o décimo lugar, contribuindo com 1,5% da produção mundial.

Perspectivas para o Brasil: Liderança no horizonte?

O Brasil tem se destacado cada vez mais na produção de carne bovina, impulsionado por sua vasta extensão de pastagens, tecnologia agrícola avançada e crescente demanda internacional. Embora tenha mantido a segunda posição em 2024, há um otimismo considerável em relação ao potencial do Brasil para assumir a liderança no ranking nos próximos anos.

Vários fatores contribuíram para essa perspectiva:

Crescente demanda internacional : A demanda global por carne bovina continua a crescer, especialmente em mercados emergentes. O Brasil está bem posicionado para capitalizar essa demanda crescente, graças à sua capacidade de produção e custos competitivos.

Expansão da produção : O país tem investido em tecnologia e infraestrutura para aumentar sua capacidade de produção de carne bovina. Projetos de expansão em áreas como genética bovina, manejo sustentável de pastagens e logística impulsionaram o crescimento do setor.

Acordos comerciais : Acordos comerciais bilaterais e multilaterais têm novos mercados abertos para a carne bovina brasileira. A diversificação dos destinos de exportação reduz a dependência de mercados específicos e aumenta a resiliência do setor.

Sustentabilidade : O Brasil tem buscado práticas agrícolas sustentáveis, alterando a redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa. Essa abordagem se alinha com as crescentes preocupações dos consumidores em relação à sustentabilidade ambiental, o que pode contribuir ainda mais para a demanda pela carne bovina brasileira.

No entanto, desafios importantes ainda precisam ser superados para que o Brasil alcance a liderança no setor de carne bovina:

Desafios ambientais : A pressão internacional sobre o desmatamento na Amazônia e no Cerrado brasileiro representa uma ameaça à concessão do país como fornecedor de carne bovina. O cumprimento de padrões ambientais mais rigorosos é essencial para garantir a acessibilidade global dos produtos brasileiros.

Concorrência internacional : Outros grandes produtores de carne bovina, como os Estados Unidos e a União Europeia, também estão buscando expandir sua participação nos mercados internacionais. A competição por participação de mercado pode se intensificar, exigindo que o Brasil mantenha sua competitividade em termos de qualidade, preço e sustentabilidade.

Riscos sanitários : A ocorrência de surtos de doenças animais, como febre aftosa e gripe aviária, pode impactar os níveis de produção e exportação de carne bovina. Investimentos contínuos em biossegurança e monitoramento sanitário são essenciais para mitigar esses riscos.

rodução recorde em 2023

Em 2023, a produção de carne bovina atingiu níveis recordes, marcando um ano de expansão significativa na oferta. De acordo com dados preliminares do IBGE e análises do Cepea, a produção alcançou 8,91 milhões de toneladas, representando um aumento de 11,2% em relação ao ano anterior e superando em 8,6% o recorde anterior de 2019. No entanto, esse aumento na produção não foi totalmente atendido pela demanda, resultando em uma pressão de queda nos preços do boi e da carne no mercado atacadista ao longo do ano.

Analisando os dados trimestrais de 2023, destaca-se o quarto trimestre como o período de maior produção, com 2,407 milhões de toneladas de carne bovina. Esse trimestre superou os anteriores em 1,1% e 1,8%, respectivamente. No entanto, a participação das fêmeas nos abates aumentou ao longo do ano, com vacas e novilhas representando mais de 40% do total em vários meses. Essa tendência está relacionada à demanda chinesa por animais jovens, refletindo um aspecto importante do mercado global de carne bovina em constante evolução.

Maiores exportadores mundiais de carne bovina

Exportações brasileiras

O comércio global de carne bovina em 2024 será liderado pelo Brasil e pela Austrália, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As projeções apontam um aumento nas exportações desses dois países, juntamente com a Argentina, compensando a redução nas vendas dos Estados Unidos, Canadá e União Europeia. O Brasil continuará como o maior exportador mundial, esperando que suas exportações alcancem 2,85 milhões de toneladas, um aumento de 100 mil toneladas em relação ao ano anterior.

Apesar das expectativas aumentadas nas compras de carne bovina pela China, outros mercados estão previstos para aumentar sua demanda, particularmente os Estados Unidos, onde a produção doméstica de carne bovina deve diminuir. Ao longo dos últimos anos, a Austrália e a Índia têm alternado entre as posições de segundo e terceiro maiores exportadores. No entanto, em 2024, a Austrália está prevista para ocupar o segundo lugar, exportando 1,6 milhões de toneladas, enquanto a Índia deverá embarcar 1,46 milhões de toneladas, representando aumentos em relação ao ano anterior.

Os Estados Unidos, apesar de serem o maior produtor mundial de carne bovina, ocupam a quarta posição entre os maiores exportadores, com uma previsão de planejamento de 1,29 milhão de toneladas em 2024, refletindo uma diminuição de 6,3% em comparação ao ano anterior. Esse declínio está associado à menor disponibilidade de gado nos EUA, influenciada pelo ciclo pecuário do país. Enquanto isso, a Argentina deve ocupar o quinto lugar, com exportações projetadas em 900 mil toneladas, um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior.

Confira o ranking dos maiores exportadores de carne bovina em 2023:

  1. Brasil : Consolidando sua posição como líder global, o Brasil é projetado para exportar 2,85 milhões de toneladas de carne bovina em 2024, representando um aumento significativo em relação ao ano anterior.
  2. Austrália : Após períodos de desafios devidos à seca, a Austrália volta a ocupar uma posição de destaque, projetando-se para exportar 1,6 milhão de toneladas de carne bovina, solidificando seu papel como um dos principais fornecedores mundiais.
  3. Índia : Embora tenha enfrentado flutuações nos últimos anos, a Índia continua a ser um importante participante no mercado global de carne bovina, com exportações projetadas em 1,46 milhão de toneladas em 2024.
  4. Estados Unidos : Apesar de ser o maior produtor mundial, os Estados Unidos ocupam a quarta posição no ranking de exportadores, esperando-se que enviem 1,29 milhão de toneladas de carne bovina para o mercado internacional.
  5. Argentina : Demonstrando um aumento em suas exportações, a Argentina ocupa a quinta posição, com projeções de exportação de 900 mil toneladas de carne bovina em 2024.

ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Juliana Freire sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira, do Compre Rural.

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