Copom se reúne com expectativa de manter Selic em 15% apesar da desaceleração da inflação

O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne nesta quarta-feira para a primeira decisão do ano sobre a taxa básica de juros. Mesmo com a inflação mostrando sinais de desaceleração e a recente queda do dólar, a expectativa do mercado é de manutenção da Selic em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas.

A taxa está nesse nível desde o segundo semestre de 2024, após uma sequência de sete altas consecutivas. Nas últimas quatro reuniões, o Copom optou por manter os juros, sinalizando cautela diante do cenário econômico. A decisão será anunciada no início da noite, em uma reunião marcada também pela ausência de dois diretores cujos mandatos se encerraram no fim de 2025.

Na ata da reunião de dezembro, o Banco Central afirmou que a Selic deve permanecer elevada por um período prolongado para garantir a convergência da inflação à meta. Segundo o Copom, apesar da desaceleração da atividade econômica, preços de serviços seguem pressionando a inflação, o que exige uma política monetária conservadora.

As projeções do mercado indicam que a Selic deve continuar em 15% ao menos até março, conforme o boletim Focus. Ainda assim, a queda recente do dólar aumentou levemente as apostas em um possível corte antecipado. A estimativa de inflação para 2025 recuou para 4,4%, ficando próxima do teto da meta contínua de 4,5%.

O Banco Central opera agora sob o regime de meta contínua de inflação, em vigor desde janeiro de 2025, que acompanha a variação acumulada em 12 meses de forma móvel. A autoridade monetária projeta que o IPCA encerre 2026 em 3,5%, mas admite que o cenário ainda é incerto e que novas revisões podem ocorrer nos próximos relatórios de política monetária.

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