O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), deu uma entrevista exclusiva ao programa Morning Show da Jovem Pan, nesta terça-feira (16). O governador comentou sobre os pré-candidatos da direita à presidência e como a variedade não diminui a força da direita brasileira.
“O PSD vai lançar um candidato, o Flávio é um candidato, eu serei outro e isso, diferentemente do que se diz, não enfraquece a direita, pelo contrário, fortalece. Nós estamos unidos, no segundo turno estaremos juntos, que é o momento mais importante”, explicou.
Para Zema, os pré-candidatos, o que for escolhido pelo PSD, ele mesmo e o senador Flávio Bolsonaro (PL), são políticos bem avaliados e trarão mais votos do que qualquer outro candidato.
Ele também afirma que, no segundo turno, a soma destes votos fará a diferença na hora de concentrar a votação naquele que seguir na disputa. No caso de ser Flávio Bolsonaro, o governador disse que ele tem seu apoio e que tudo isso já está acordado e conversado com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Crítica a Lula
O governador mineiro também confirmou sua presença no protesto na capital paulista, marcado para o dia 1º de março pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL). O ato tem como foco ir contra o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
“Eu estarei lá em São Paulo no dia primeiro de março dando total apoio. O brasileiro precisa se manifestar, o brasileiro precisa se mobilizar contra esse governo que está aí agredindo a grande maioria deles. Então estarei lá com o Nikolas, é uma pessoa que eu admiro muito, com quem tem uma proximidade e vai ter um futuro político brilhante”, disse o governador.
Zema condenou a escolha do samba-enredo da escola, Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula nos desfiles do Rio de Janiero este ano. Ele disse que o partido Novo vai protocolar uma ação judicial para questionar o desfile, além de questionar o ano decidido para a homenagem. “Primeiro, temos ainda a questão eleitoral. Por que o presidente não fez isso durante os outros 4 anos? Fez no ano em que ele está disputando a reeleição?”, pontuou o governador.
Futuro do governo mineiro
Sobre seu sucessor no governo de Minas Gerais, Zema declarou que ainda está indefinido o que vai acontecer, mas que seu vice-governador, Mateus Simões (PSD), já é uma opção concreta. “O Mateus é uma pessoa brilhante, tem sido o meu braço direito desde o meu segundo ano de mandato e sabemos também que existem algumas outras cogitações”, afirmou.
Segundo o governador, os senadores Rodrigo Pacheco (PSD) e Cleitinho Azevedo (Republicanos), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o ex-presidente da câmara dos vereadores de Belo Horizonte Gabriel Vedo (MDB), são possíveis opções também.
Zema, porém, declarou que muito ainda vai mudar e que acredita na força de Simões. “Estou muito confiante de que o Mateus Simões, assumindo o cargo até o dia 4 de abril, que é a data limite, vai ter tempo de se mostrar aos mineiros”.
Zema como vice de Flávio Bolsonaro
Nos bastidores da direita tem circulado que o plano A para ser o vice de Flávio Bolsonaro é Romeu Zema. A avaliação é que o governador agregaria peso e ampliaria o alcance da chapa, já que foi reeleito e tem boa aprovação no segundo maior colégio eleitoral do país. Apesar disso, importantes nomes da direita ouvidos pela coluna destacaram o fato de Zema não conseguir impulsionar seu vice, Mateus Simões (PSD), como novo nome no Estado como preocupante. Para eles, isso pode indicar baixa adesão.
O próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no entanto, já demonstrou interesse publicamente em Zema. Ainda assim, existem dificuldades envolvidas – principalmente o fato de o governador já ter manifestado a vontade de se lançar como cabeça de chapa de qualquer forma, e não de ser vice.
A definição ainda está em fase inicial, mas já existe uma ordem de preferência entre aliados envolvidos na montagem da candidatura.


