Corda bamba

Crise e perseguição no sistema prisional podem afastar diretor do Iapen no Acre

Um documento assinado por dois Sindicatos e também pela Associação dos Agentes Penitenciários do Acre, nos qual eles citam denúncias de favorecimento e até de perseguição aos servidores das categorias, supostamente cometidas pelo diretor do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), Lucas Gomes, se acatado pelo governador Gladson Cameli, poderá levar à exoneração de Gomes já na próxima semana.

A perseguição aos agentes penitenciários pelo diretor-presidente do Ianpen, Lucas Gomes, segundo nota de repúdio assinada pelos dirigentes das classes que representam a categoria, já teria levado inclusive o cometimento de suicídio por um agente penitenciário que estava em serviço no presídio Francisco de Oliveira Conde.

Supostas manobras feitas por Lucas Gomes, para favorecer “alguns de seus aliados” para que trabalhem menos no banco de horas da instituição, têm sobrecarregado os demais agentes penitenciários que não comungam com os seus atos administrativos.

Outra denúncia grave contra Gomes é que ele teria desarquivado processos antigos já extintos pela justiça, para tentar persuadir e intimidar quem se manifesta contra as suas decisões, de acordo com a categoria.

Confira o documento dos sindicatos e associação dos agentes penitenciários do estado.

Nota de repúdio 

*A ASSPEN/AC ,O SINDAPEN e SINDSAI* repudiam com veemência os atos e as determinações por parte da Presidência do IAPEN em caráter persecutório a servidores Agepens e Administrativos.

Lamentavelmente, após a participação de servidores no manifesto pacífico e ordeiro organizado por estas instituições representativas e realizado no dia sete do corrente mês, a direção tomou atitudes que chamamos de “caça as bruxas”, chamando em seu gabinete alguns servidores administrativos identificados por estarem presentes no movimento.

Episódio recente foi do Agente Penitenciário e Chefe de Departamento de Reintegração Social Renê Fontes, que estranhamente de forma intimidatória houve a reabertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) do ano de 2016, que já se encontrava arquivado devido ausência de provas apresentadas e já ter prestados os devidos esclarecimentos na época. O servidor tem uma conduta ilibada dentro do Sistema Penitenciário, sempre ativo em defesa dos direitos da classe. O caso se agrava ainda com o vazamento de informações detalhadas sobre o PAD a imprensa.

Além dos casos citados acima,  desde do inicio da atual gestão, temos denúncias que ocorrem horários previlegiados a seus indicados e apoiadores, com cumprimento apenas de 6h diárias totalizando 30h por semana, enquanto os demais tem documentos de determinação de cumprimentos de horários que totalizam as 40h semanais. Também ocorrem frequentes remanejamentos de servidores sem justificativa, de forma irresponsável e desrespeitosa. Elevando assim os insatisfeitos e desmotivados que repercutem no desenvolvimento emocional e na qualidade dos serviços executados. A exemplo, o agente que em tratamento psicológico foi transferido da UP4 para a FOC que resultou num  trágico suicídio em pleno serviço.

Eden Alaves Azevedo
Presidente da ASSPEN/AC

Francisco Iberto Calixto
Presidente do INDAPEN

Cátia Bezerra do Nascimento
Presidente do SINDSAI