O mercado do boi gordo mantém firme a sua trajetória de valorização no mercado físico e nos contratos futuros neste início de fevereiro.
O movimento reflete a combinação entre demanda externa aquecida e melhora gradual das margens da atividade pecuária. “O mercado segue bem sustentado pela exportação, que continua sendo o principal pilar de sustentação dos preços”, avalia a Markestrat Group, em relatório. Segundo a consultoria, a queda nos custos de alimentação observada no início do ano tem reduzido a pressão operacional sobre os confinamentos, permitindo maior flexibilidade comercial ao pecuarista.
Diante dos fatores, os preços no mercado físico avançaram ao longo de janeiro e seguem em patamares mais elevados no início de fevereiro. Na semana passada, a alta da arroba chegou a 3,07%. “Mesmo com preços mais altos, a indústria encontra dificuldade em alongar escalas, o que reforça o viés de alta no curto prazo”, destaca a análise.
Por sua vez, os contratos futuros do boi gordo ao longo de 2026 também apresentam valorização consistente. Para a Markestrat, o comportamento dos vencimentos mais longos reflete expectativas estruturais mais apertadas. Apesar do cenário favorável, o ambiente ainda exige cautela.
Reposição
No mercado de reposição, o bezerro também apresenta valorização moderada, sinalizando demanda firme. De acordo com a consultoria, esse movimento reforça a importância do planejamento. “A relação boi magro–boi gordo e os custos de reposição seguem no centro das decisões do pecuarista”, observa a consultoria.
Diante desse contexto, a recomendação é de atuação mais ativa na comercialização. “Avaliar travas parciais de preços pode ser uma estratégia eficiente para proteger margens, especialmente em um cenário de possíveis correções”, destacam os especialistas.




