Coluna Lamparina

Deputado Edvaldo Magalhães esquece que ajudou a aumentar para 25% o ICMS da energia elétrica – e agora quer CPI!

Líder-adjunto

Na ausência do líder do governo na Aleac, Gehlen Diniz (PP), o deputado estadual Luiz Tchê (PDT) teve que defender, da tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã da última quarta-feira (17), os interesses (até o momento obscuros à opinião pública) do governador Gladson Cameli. Tchê fez de tudo para barrar a instalação Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as contas de energia elétrica no estado do Acre.

Amnésia

Para quem conhece a história política do Acre, e pra isso nem é preciso ter memória de elefante, lembra que o reajuste, de 17% para 25%, do Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas contas de energia elétrica, foi instituído na década de 90 pelo então governador do Acre Jorge Viana (PT), com voto da maioria dos deputados aliados, entre os quais estava o comunista Edvaldo Magalhães.

Amnésia II

Passados os anos, sob um silêncio ensurdecedor durante duas décadas por parte dos companheiros e camaradas, eis que hoje o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), agora deu pra defender, com unhas e dentes, a criação de uma CPI para investigar a tunga que ele próprio ajudou de instituir sobre o bolso do consumidor acreano.

Mato sem cachorro

Com as sucessivas derrotas do governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), na Assembleia Legislativa, mesmo ele tendo por lá ampla maioria, o chefe do Executivo Estadual vai precisar ter muito jogo de cintura para escolher um novo líder – ou optar por manter o atual.

Mato sem cachorro II

Com mais essa derrota do governo, que vislumbrava que a CPI das contas de energia elétrica não fosse aprovada, acabou caindo do cavalo, tendo em vista, nem mesmo o seu líder de parlamento e colega de partido Gehlen Diniz se fez presente na sessão. Enfim, CPI aprovada.

Desconfiado

Mesmo aprovada a CPI, o deputado estadual Roberto Duarte (MDB) disse que ainda anda com a pulga atrás da orelha, e garante que mesmo derrotado, o governo do Acre vai fazer de tudo para que a Comissão de Inquérito acabe em pizza.

Sem saída

Quem assistiu à sessão acalorada para criação da CPI das contas de energia, na quarta (17), teve dó de como se comportava o presidente da casa, o progressista Nicolau Junior (Progressistas), que parecia “mais perdido que cego em tiroteio”.

Salvo pelo gongo

Em meio a denúncias de supostos pagamentos de propina a alguns deputados, feitos Energisa, para que barrassem a aprovação da CPI, e de também de que a Mesa Diretora da Casa fazia todas as manobras na tentativa de anular o requerimento de investigação, Nicolau Junior foi salvo pela assessoria jurídica da Aleac, que numa conversa de pé de orelha recomendou a ele que aprovasse logo o pedido de CPI.

Por hoje é só. O autor desta Lamparina vai ali tentar pescar um cará e volta na próxima segunda-feira. Até lá.