A direita em São Paulo tem se dividido sobre a possibilidade do senador Flávio Bolsonaro (PL) desistir ou não da pré-candidatura à Presidência da República. Enquanto a ala mais alinhada ao Progressistas (PP) vê poucas chances de mudança de cenário, outros partidos do Centrão e aliados próximos ao governador do Estado, Tarcísio de Freitas, preveem mudanças de cenário para depois do Carnaval.
Como mostrou a coluna, as análises no Palácio dos Bandeirantes são baseadas, principalmente, na visão de que a movimentação para trazer Flávio aos holofotes tinha dois objetivos principais: manter o legado da família Bolsonaro e dar uma resposta à militância. Além disso, muitos citam uma possibilidade de enfraquecer a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro (PL). Em dezembro, ela e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se desentenderam após o partido, no Ceará, declarar apoio a a uma eventual candidatura de Ciro Gomes (PSDB). O episódio teria fortalecido um voo solo de Michelle.
Há quem diga, ainda, que Flávio queria voltar ao topo para não correr riscos na eleição contra o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), com quem poderia disputar vaga no Senado. Castro ganhou visibilidade após a operação no Complexo do Alemão.
Do outro lado, no entanto, integrantes do PP dizem em conversas reservadas que tem “100% de certeza” que Flávio não desistirá do pleito ao Palácio do Planalto. Afirmam, ainda, que notícias contrárias estão sendo “plantadas” para fortalecer Tarcísio, que queria, segundo eles, alçar voos maiores. O governador de São Paulo sempre afirmou ser candidato a reeleição, mas membros do Progressistas afirmam que, na verdade, ele mira Brasília.
Inclusive, o próprio Flávio Bolsonaro teria influenciado dirigentes do PP a fazerem a recente pressão contra Tarcísio.
Flávio fala em segurança
Durante entrevista a Paulo Figueiredo nesta terça-feira (6/1), o senador Flávio Bolsonaro afirmou que sua pré-candidatura representa uma “segurança eleitoral”. Essa não foi a primeira vez, nas últimas semanas, que ele garantiu que não desistirá da corrida eleitoral. O pré-candidato também disse não ter “nenhuma dúvida de que não vai perder essa eleição”, associando o presidente Lula a alguém que já não tem mais o que contribuir para o Brasil.
Flavio, inclusive, já esteve em encontros com empresários em São Paulo. Agora, nesse início de ano, também deve investir no público evangélico.






