Lamparina

Duarte diz ter aval do MDB para agir com independência e mostrar as vísceras do governo

Duarte diz que tem aval do MDB para agir com independência e mostrar as vísceras do atual governo

Bocado comido é bocado esquecido

Já reconhecido pelos seus discursos duros e sem papas na língua, o deputado estadual Fagner Calegário (sem partido), que por seus posicionamentos da tribuna da Assembleia Legislativa já foi até expulso do Partido Verde, do qual foi eleito, mais uma vez soltou o verbo na Casa do Povo e disse o que nenhum de seus pares teria coragem (muito embora a vontade seja no corpo de todos), e criticou o novo líder do governo, Luiz Tchê  (PDT), de estar sofrendo com algum distúrbio de amnésia, quando critica hoje as administrações passadas do Partido dos Trabalhadores (PT), esquecendo das benesses proporcionadas ao pedetistas pela Frente Popular do Acre ao longo dos últimos 20 anos.

Tapa com luva de pelica  

Calegário se referiu a Luiz Tchê, quando, na atual administração do hoje governo progressista de Gladson Cameli, defendeu a contratação de mais cargos comissionados na administração pública, e tece críticas aos governos dos Vianas pelas mesmas práticas do passado. “Não cuspa no prato que comeu vossa excelência! Isso é feio e não há honra nisso”, disse Calegário, lembrando o líder do governo.

Máquina mortífera

Que o governador do Acre, Gladson Cameli, não precisa de inimigos quando tem como aliado o deputado estadual do MDB Roberto Duarte, todo mundo já sabe. No entanto, o que o chefe do Executivo ainda não sabia até ontem, terça-feira (21), é que os ataques à administração pública que Duarte faz tem o aval do MDB para que ele haja com independência, independente das centenas de cargos comissionados na atual gestão que favorecem seu próprio partido.

Máquina mortífera II

Roberto Duarte, mais uma vez, não teria gostado de um comentário do governador Gladson Cameli, onde disse que passaria como um trator por cima de quem quer que fosse, caso a sua base na Aleac não votasse a favor da minirreforma administrativa que autoriza o executivo a contratar mais comissionados.

Máquina mortífera III

Da tribuna da Assembleia Legislativa e de novo, Duarte disparou a sua metralhadora giratória, e vociferou que o novo governo está muito equivocado com seus posicionamentos na casa. “Eu fui eleito para defender os interesses do povo. Eu tenho independência e o aval do meu partido para falar e agir da maneira que eu julgar coerente em prol da sociedade acreana. É um direito meu, legítimo, me dado pelo povo por meio do voto democrático. Não são com cargos ou muito menos ameaças de qualquer gênero que irão me silenciar”, encerrou Duarte da Tribuna.

Sem protocolo

Enquanto tudo isso citado acima acontecia dentro da Assembleia Legislativa, o governador Gladson Cameli, do lado de fora, em frente ao Palácio Rio Branco, protagonizava uma cena de coragem e humildade, que até agora vem sendo alvo de elogios na maioria da imprensa, mesmo os veículos ditos de oposição.

Sem protocolo II

Enquanto um protesto de policiais civis ocorria na Praça dos 3 Poderes, Cameli surpreendeu os manifestantes, foi até o meio de todos, pegou o microfone que antes propagava sons de críticas contra ele, discursou e ainda saiu aplaudido pela sua coragem e sensatez em dizer que o estado enfrenta uma crise e que precisa da ajuda de todos para governar.

Também gostei da atitude! Que assim seja e sem precisar de borrachas e gás de pimenta, amém! Fui.