Estadão afirma que ‘falta de rumo’ explica impopularidade do governo

O jornal O Estado de S. Paulo afirmou, em editorial publicado nesta quinta-feira, 2, que a impopularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é culpa da comunicação conduzida por Sidônio Palmeira, chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O problema, na visão do veículo de comunicação, está na falta de rumo da gestão petista, que chega à reta final do mandato sem apresentar um projeto claro para o país.

Segundo o editorial, a seis meses da eleição, o avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas preocupa Lula, que buscará a reeleição. Os aliados do presidente, no entanto, diagnosticaram a situação de forma equivocada, afirma o Estadão.

Durante a reunião ministerial realizada nesta semana, o então ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, cobrou de Sidônio a divulgação das entregas do governo à população. Ele sugeriu que a Secom comparasse os governos Lula e Jair Bolsonaro para destacar o que classificou como êxitos da atual gestão.

Opinião do Estadão

Para o jornal, a proposta de Rui Costa não só ignora a legislação que proíbe o uso da comunicação pública para fins eleitorais, como também revela o desespero de um governo premido pela impopularidade.

O Estadão afirma que não é a comunicação que explica o desgaste político, mas a ausência de planejamento estratégico. De acordo com o jornal, Lula governa sem oferecer à sociedade um horizonte nítido, tomando decisões ao sabor das circunstâncias e recorrendo a práticas populistas.

“Atribuir à comunicação a responsabilidade pelo desgaste político de Lula é uma forma fácil — e injusta — de evitar enfrentar o problema essencial: o presidente não sabe para que quer mais quatro anos de mandato, a não ser para satisfazer seu desejo pessoal por poder”, critica o veículo de comunicação. “Não há marqueteiro capaz de suprir a ausência de estratégia e formulação programática.”

Sidônio assumiu a Secom com um objetivo

Sidônio Palmeira tomou posse como ministro-chefe da Secom em janeiro de 2025, depois da saída do petista Paulo Pimenta. O antigo chefe da pasta deixou o cargo em meio a críticas de Lula às estratégias de comunicação do Planalto. Publicitário, Sidônio defendeu um “segundo tempo do governo”, com diálogo mais direto com a população por meio das redes sociais e informações que chega “à ponta”.

A expectativa no Planalto era que sua chegada ajudasse a melhorar a imagem do presidente e dar mais destaque a programas considerados vitrine da gestão. Desde então, Sidônio promoveu mudanças internas na Secom, colocando pessoas de sua confiança em cargos-chave.

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