Repondo os fatos

Fagner Calegário cobra investigação da participação de Rodrigo Damasceno no caso do concurso

O deputado Fagner Calegário, reuniu a imprensa na tarde dessa segunda-feira (10), para afirmar que aguarda o inquérito em que investiga o ex-prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno (PT), quando o político tentou prejudicar a realização do concurso público para aquele município. Na época, o prefeito, que também é médico, foi candidato no próprio certame, contrariando orientação técnica.

“Com relação ao inquérito policial que foi mencionado, eu, mais do que ninguém, tenho interesse na conclusão dele. Também tenho interesse de que seja instaurado o inquérito que, em uma das determinações judiciais, o juiz oficializou o delegado para que averiguasse a conduta do prefeito, então mais do que ninguém sou um dos maiores interessados e, quando eu for citado, terei direito a me manifestar, com o direito ao contraditório”, disse.

O parlamentar ainda disse que a empresa que representava, também conquistou na Justiça o direito ao pagamento dos valores pela prestação do serviço da aplicação de todo o processo de seleção dos trabalhadores.
“Se alguém está devendo se chama prefeitura de Tarauacá e foi motivo para ingressarmos [na Justiça] e, agora, dia 10, a Justiça determinou o levantamento de débitos da empresa na prefeitura para que nossos valores fossem transformados em precatórios para o pagamento”, confirmou.

Sobre a acusação de plágio, Fagner Calegário explicou que o caso resultou no cancelamento voluntário da prova e uma nova aplicação, além da responsabilização da profissional que teria motivado a irregularidade.
“Enquanto estive a frente da maior banca privada de concurso da região Norte, nós nunca tivemos problemas, exceto no município de Tarauacá, em que o prefeito figurava na qualidade de candidato. Quando a organizadora constatou que realmente houve o plágio para o cargo de enfermeiro, de imediato emitimos um comunicado e suspendemos a prova para reaplicá-la”, informou.

Foto/internet

Segundo o deputado, o ex-prefeito, na época, ao ver o resultado do gabarito, preferiu causar um fato político e cancelou, de forma irregular, as provas, desrespeitando os candidatos, sem permitir que existisse um processo administrativo e sem permitir a defesa da própria empresa no caso. Para garantir o certame, Calegário foi obrigado a ajuizar processo que acabou mantendo o certame que resultou na contratação dos servidores de Tarauacá.

“Após a publicação do gabarito, houve o cancelamento do concurso por parte do prefeito e a empresa fez seguir uma decisão judicial de aplicar a prova, e, no início de janeiro, o concurso foi homologado. Realizamos concurso para o interior de Rondônia, de Goiás e nunca houve problema. Fomos surpreendidos quando se tentou criar uma imagem que não é verdadeira em Tarauacá”, finalizou.