No último dia 18 de maio, na cidade de Verona, na Itália, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, enquanto fazia uma saudação ao Papa Francisco, reproduziu uma frase do Bispo Pedro Casaldáligaque reacendeu à discussão sobre a reforma agrária confiscatória.
João Pedro Stedile solicitou do Papa Francisco – e foi atendido – que abençoasse a bandeira do seu movimento, ocasião em que declarou – fazendo das palavras do bispo as suas palavras – o que pensa sobre o direito natural de propriedade: “Malditas sejam todas as cercas. Malditas todas as propriedades privadas que nos privam de viver e de amar”.
Essas declarações de João Pedro Stedile reacendem à discussão sobre a reforma agrária e as bases como a quer a esquerda brasileira.
De outra declaração de João Pedro Stedile, manifestada por ocasião do funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST, se conclui que, o que pretende esse movimento é uma reforma agrária confiscatória das propriedades grandes e médias.
Na aludida CPI sobre o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o ex-ministro e atual deputado federal Ricardo Salles (relator) fez uma pergunta ao líder dos Sem Terra sobre sua ida à China comunista e se lá existia o movimento que ele (Pedro Stedile) lidera no Brasil.
Na sua resposta o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) diz, com toda clareza, qual o modelo de reforma agrária que quer para o Brasil. Respondendo a Ricardo Salles (ocasião em que demonstrou sua simpatia pelo regime comunista chinês), que quer uma reforma agrária no seu país, como a que foi feita no país que visitava. Ou seja, apenas 0,7 hectares de terra para cada família.
O que João Pedro Stedile pretende é uma reforma agrária confiscatória do direito de propriedade. Do direito natural de propriedade.
Essa pretensão da esquerda viola, totalmente, o magistério da Igreja sobre à questão. Plínio Correia de Oliveira, por ocasião da Assembleia Nacional Constituinte, no objetivo de dar subsídios aos constituintes, escreveu o livro “Reforma Agrária – Questão de Consciência”.
Nesse primoroso livro Dr. Plinio Correia de Oliveira refuta totalmente essa proposta perversa da esquerda, ou seja, de fazer uma reforma agrária como fez a China, e a qual o líder dos Sem Terra elogia.
Demonstra Dr. Plínio Correia de Oliveira que o magistério da Igreja, ao longo de 02 (dois) mil anos, sempre foi reconhecendo o direito à propriedade privada como um direito natural que não pode ser suprimido.
Alguns excertos do que diz o festejado escritor no livro acima citado.
“De fato, desde os primórdios da História a família e a propriedade privada existem. E não se trata apenas, entre uma e outra instituição, de uma coexistência fria e fortuita, mas de uma simbiose íntima que vem durando ininterruptamente até nossos dias. Esta simbiose indica, já à primeira vista, uma afinidade profunda ligando a propriedade privada e a família. Não resultará esta afinidade de um nexo natural indissolúvel entre ambas? Se assim é, que consequência acarretará para a família o golpe que a “Reforma Agrária” se propõe desferir contra o instituto da propriedade privada?”
Nesse texto acima transcrito, o Dr. Plínio Correia de Oliveira deixa a pergunta ao leitor, se havendo destruição da propriedade privada, não haverá também uma destruição da instituição da família. A convicção do autor é a de que, havendo destruição da propriedade, haverá também a destruição da família.
Arremata Dr. Plínio: “Propriedade e família são, pois, instituições conexas e, mais do que isso, conaturais”.
Adiante diz o Apóstolo do Brasil: “A natureza do homem leva-0 a estabelecer nexos mais diretos com certas coisas e relações mais próximas com certas pessoas. Ser proprietário, ter família, são situações que lhe dão uma justa sensação de plenitude de personalidade”.
(…)
“É fácil perceber assim a conexão íntima existente, no que há de mais profundo na alma humana, entre o direito que o homem tem de apropriar-se de bens e o direito que tem de constituir família”.
Não se concebe a família sem, paralelamente, a existência do direito de propriedade. Se aprovada uma reforma agrária confiscatória das grandes e médias propriedades, a esquerda não vai parar por aí. Vai também suprir o direito de herança.
Indaga Plínio Correia de Oliveira:
“Obtida eventualmente a abolição da propriedade rural grande e média por meio da “Reforma Agrária”, e robustecido com esta conquista, não se atirará o socialismo contra o direito de herança? E no dia em que também vencer aí, quem terá força para impedir que ele ataque diretamente a própria existência do instituto de família”?
A abolição da propriedade privada média e grande, é apenas um passo para que o socialismo destrua vários direitos, levando o homem à escravidão.
Portanto, assiste completa razão ao Governador Gladson Cameli em fazer da regularização fundiária (urbana e rural), sua prioridade como política pública. O caminho é o da regularização fundiária e não o da reforma agrária confiscatória como quer a esquerda.
O Instituto de Terras do Acre (Iteracre), sob o comando de Gabriela Câmara fez uma verdadeira revolução nesses últimos doze meses, concedendo títulos de propriedade a mais de 05 (cinco) mil pessoas. Títulos devidamente registrados em cartório. “Quem não registra não é dono”.
É indescritível o grau de satisfação de uma família que recebe seu título de propriedade. Uma família que tem sua propriedade rural regularizada passa a ganhar autonomia. Não depende mais de políticas assistencialistas do governo. Passa a ter vida própria. É isso que a esquerda não quer.
A imprensa começa se dar conta do prestigio do Governador Gladson Cameli e da ex-presidente do Iteracre Gabriela Câmara em razão da política de fazer do Estado do Acre um Estado de proprietários. O Blog do Crica, nessa semana, registra a força da pré-candidatura de Gabriela Câmara à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“Crica” atribui a força da pré-candidatura de Gabriela Câmara à sua competência na execução da política de regularização fundiária do Governo Gladson Cameli, demonstrando na prática, que ao invés de reforma agrária confiscatória, como quer a esquerda, o caminho do Acre é o da regularização fundiária, transformando os acreanos em proprietários.
O belíssimo evento do lançamento da pré-candidatura de Gabriela Câmara na noite de ontem no “AfaBistrot”, em que centenas de pessoas se fizeram presentes, é a mais clara demonstração de que os acreanos entenderam a política de regularização fundiária do governo e a apoiam!