ANTIDEMOCRÁTICO?

Governo interveio em metade das nomeações de reitores em Universidades Federais

O presidente Jair Messias Bolsonaro, tem optado com frequência por não seguir a vontade da comunidade acadêmica na hora de nomear novos reitores nas Universidades Federais. Das 12 oportunidades que teve, em apenas seis o nome escolhido foi respeitado.

Entre os Institutos Federais, em 6 oportunidades, o governo ignorou a vontade da comunidade acadêmica em uma das vezes.

A escolha de reitores obedece a várias etapas, que incluem um processo interno e posteriormente, a aprovação pelo governo federal. Depois de realizados todos os processos internos, representantes da Universidade apresentam uma lista tríplice de candidatos aos cargos.  

Apesar de a lei permitir que o presidente da República escolha qualquer um dos três nomes, o primeiro da lista é tradicionalmente o escolhido.

As sete ocasiões este ano em que o escolhido pela universidade ou instituto não resultou em nomeação, aconteceram na Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.