Enquanto o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou o compartilhamento de documentos sigilosos com a CPMI do INSS, as imagens das câmeras de segurança do Congresso Nacional seguem bloqueadas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mantém o sigilo sobre o material e não respondeu à decisão judicial que ordenava sua entrega à comissão.
O vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Júnior (PSB-MA), cobrou publicamente o cumprimento da decisão. “Ele não cumpriu a decisão e não deu sequer resposta, o que é um completo absurdo”, afirmou em entrevista à Jovem Pan News.
As imagens são consideradas estratégicas para a investigação. Com elas, a comissão pretende mapear a circulação do operador Antônio Nunes, o “careca”, por gabinetes do Senado — identificando quais parlamentares tiveram contato com o esquema que desviou recursos de aposentados, pensionistas e pessoas com deficiência.
A contradição não passou despercebida: o STF liberou informações sigilosas à CPMI enquanto o próprio Senado — casa que compõe a comissão — mantém bloqueado um material sem previsão legal de sigilo.
Com o prazo da CPMI se encerrando, Duarte Júnior admitiu ser improvável o acesso às imagens dentro do calendário atual. A comissão, no entanto, já teria assinaturas suficientes para prorrogar os trabalhos por mais 60 dias.



