Inquérito das fake news: pau que bate em Chico, bate em Francisco

Em nome da “defesa da democracia”, jornalistas tiveram seus passaportes cassados e contas suspensas sem o devido processo legal.

Pelo menos desde 2019, quando foi aberto de ofício o interminável inquérito das fake news, há excessos do poder Judiciário. A investigação virou um Frankestein utilizado para perseguir qualquer um com opiniões incômodas a ministros da Suprema Corte.

Em nome da “defesa da democracia”, jornalistas tiveram seus passaportes cassados e contas suspensas sem o devido processo legal. Empresários sofreram busca e apreensão por conversas privadas no Whatsapp, enquanto o economista Marcos Cintra teve que depor na Polícia Federal (SP) por questionamentos ao sistema eleitoral. Nenhum deles cometeu crime. Apenas estavam exercendo o direito à liberdade de expressão, garantida pela Constituição Federal.

As arbitrariedades do Poder Judiciário não pararam por aí. Desta vez, o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais teve que depor na Polícia Federal por tecer críticas ao STF. A intimidação já seria grave para qualquer cidadão, mas tratando-se do representante de um órgão de uma poderosa classe do país, o caso se torna ainda mais preocupante.

Além dele, quatro auditores foram afastados de suas funções e foram obrigados a utilizar tornozeleira eletrônica por supostos vazamentos de informações fiscais dos ministros. Mesmo que a investigação não tenha sido concluída, as duras medidas já foram adotadas, sinalizando um abuso de poder.

Enquanto os excessos do Judiciário eram contra a direita, parte da sociedade fechava os olhos para o que estava acontecendo. O problema é que pau que bate em chico bate também em Francisco. Os precedentes foram abertos e hoje qualquer um que investigue ou faça críticas a determinadas autoridades poderá ter um encontro com a PF.

O gênio precisa voltar para a lâmpada.

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