O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, tornou-se protagonista da mais recente missão empresarial brasileira ao México, que resultou em avanços concretos para a abertura do mercado de carne bovina e suína aos estados da região Norte, como Acre e Rondônia. A ação se insere na estratégia do governo federal de ampliar mercados e reduzir os impactos do chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos, medida que elevou em até 50% as tarifas sobre produtos brasileiros, pressionando setores do agronegócio.
Protagonismo da ApexBrasil
À frente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana tem liderado um trabalho de fortalecimento da diplomacia econômica, em sintonia com o Itamaraty, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
“Com essa situação do tarifaço, o trabalho da ApexBrasil se intensificou muito. Estamos construindo mercados alternativos para os produtos brasileiros que estão sendo taxados pelo governo Trump em 50%. Agora organizamos a missão ao México e já estamos preparando outra, nos dias 10 e 11, para o Canadá. Nosso objetivo é levar empresas e abrir novos mercados para o Brasil”, afirmou Viana.

Reconhecimento do governo federal
A atuação de Jorge Viana foi ressaltada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que destacou o potencial da região Norte e o empenho do presidente da ApexBrasil.
“O Acre tem todas as condições para exportar carne bovina e suína. E parabenizo Jorge Viana e a Apex pelo trabalho. Estamos empenhados em ampliar as habilitações, o que vai abrir mais mercado, gerar emprego e renda para a população.”
Resultados expressivos
Os números demonstram a relevância desse esforço. As exportações brasileiras de carne bovina ao México saltaram de US$ 20 milhões em 2023 para US$ 200 milhões em 2024, com projeção de superar US$ 600 milhões neste ano. No caso da carne suína, inexistente no governo anterior, o Brasil exportou 41 mil toneladas em 2023, equivalentes a US$ 112 milhões. Já a carne de aves cresceu de 15 mil toneladas em 2020 para 212 mil toneladas em 2024, movimentando US$ 585 milhões.
Segundo Viana, esse crescimento tem efeito transformador.
“Passamos de 400 mercados abertos neste terceiro mandato do presidente Lula. A entrada do México e do Chile na lista muda a geografia econômica das exportações de carne bovina e suína do Brasil. Nossa prioridade é garantir que estados como Acre e Rondônia tenham protagonismo nesse processo. Estamos falando de novas oportunidades, emprego e renda para milhares de famílias brasileiras.”
Impacto para o Acre
Ex-governador e ex-senador pelo Acre, Jorge Viana destacou o ganho direto para o estado que representa. Quando esteve no governo estadual, conseguiu elevar as exportações para US$ 20 milhões. Agora, na presidência da ApexBrasil, a marca já é bem maior: US$ 87 milhões em 2024, com expectativa de superar os US$ 100 milhões neste ano.
O avanço beneficia diretamente frigoríficos acreanos, como a Dom Porquito, que se prepara para ingressar no mercado suinícola mexicano e empresas de carne bovina que aguardam habilitação.
Perspectivas
Com o compromisso do governo mexicano de reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, a expectativa é de que frigoríficos do Acre e de Rondônia sejam autorizados, em breve, a exportar diretamente para o México, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Para Jorge Viana, essa conquista tem caráter histórico.
“Estamos construindo novos caminhos para o Brasil em um cenário global desafiador. É um esforço conjunto, mas é também uma oportunidade para mostrar que a região Norte pode ser protagonista no comércio internacional.”