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Jornalistas da CBN lembram assassinato de senador acreano ao debater liberação do porte de armas

Os jornalistas Carlos Alberto Sardemberg e Tatiana Vasconcelos, em programa da rádio CBN desta terça-feira (14), lembraram o assassinato do senador pelo Acre José Kairala. A história foi debatida depois que deputados e vereadores de alguns estados e municípios apresentaram pedidos para mudanças das regras dos Legislativos para liberar o uso da arma em plenário.

Kairala foi morto no dia 4 de dezembro de 1963 dentro do plenário do Senado, quando o pai do ex-presidente Fernando Collor, o ex-senador Arnon de Melo (PDC-AL), sacou um revólver e atirou contra o colega e desafeto Silvestre Péricles (PST-AL).

O tema voltou a ser destaque depois do decreto assinado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que libera o porte de armas para vereadores e deputados.

Relembre o caso

Arnon (de costas) e Péricles discutem antes do tiroteio no plenário/Internet

José Kairala, do PSD do Acre, tinha 39 anos e substituía momentaneamente José Guiomard. Ele era um dos que tentavam conter os desafetos – ambos eleitos por Alagoas, estado dividido pelas duas forças políticas representadas pelos arquirrivais Arnon de Melo e Silvestre Péricles.

Dos tiros que saíram do revólver Smith Wesson 38 de Arnon, dois atingiram o acreano, que vivia seus últimos momentos no Senado, pois no dia seguinte devolveria o cargo ao titular.

Kairala foi baleado na frente do filho pequeno, da esposa e da mãe, que haviam ido prestigiá-lo no último dia de atividade legislativa.

Ferido no abdômen, o acreano foi socorrido rapidamente e levado ao Hospital Distrital de Brasília, mas faleceu no mesmo dia, pouco depois das oito horas da noite.