Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, tem histórico em casos de terrorismo, segurança nacional e processos de grande repercussão nos EUA.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados no Tribunal Distrital Federal de Nova York, em Lower Manhattan, sob a presidência do juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos. O magistrado ganhou notoriedade internacional por conduzir processos ligados aos atentados de 11 de Setembro de 2001 e a outros casos sensíveis envolvendo terrorismo e segurança nacional.
Indicado ao cargo em 1998 pelo então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, Hellerstein atuou como juiz titular até 2011, quando passou a exercer a função de juiz sênior da Corte Federal de Nova York. Desde então, permaneceu responsável por ações complexas e de grande impacto político e jurídico.
A audiência ocorre após a captura de Maduro e de Cilia Flores durante uma ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, no último sábado (3). Após serem retirados do país por militares norte-americanos, ambos foram levados aos EUA para responder a acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas, embora detalhes das provas ainda não tenham sido oficialmente divulgados por Washington.
Segundo o Departamento de Defesa dos EUA, Maduro é apontado como líder do chamado Cartel de Los Soles e é acusado de conspiração para narcoterrorismo, incluindo importação de cocaína e posse de armamentos pesados com o objetivo de ameaçar a segurança americana. A denúncia menciona supostas ligações com organizações como as Farc, o ELN, o Cartel de Sinaloa, Los Zetas e o Tren de Aragua.
Formado em bacharelado e direito pela Universidade Columbia, Hellerstein também serviu no Corpo Jurídico do Exército dos Estados Unidos antes de construir uma longa carreira na advocacia privada e na magistratura. Entre os casos mais conhecidos que presidiu estão ações civis relacionadas ao 11 de Setembro, processos envolvendo companhias aéreas, o julgamento do ex-produtor Harvey Weinstein e o caso de Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump. Com informações do portal Metrópoles.



