O presidente Lula da Silva sugeriu nesta quarta-feira, 1º, que pode ser necessário “colocar alguém na cadeia” para conter o aumento nos preços dos combustíveis, especialmente o diesel, diante dos reflexos da guerra no Oriente Médio.
“Estamos com a Polícia Federal, com todos os Procons dos estados, tudo fiscalizando porque nós vamos ter que colocar alguém na cadeia (…) Tem muito malandro. Tem gente tão safada nesse país que é capaz de querer ganhar dinheiro com o enterro da mãe”, afirmou.
Lula: pretexto para atacar Bolsonaro
Na mesma declaração, Lula voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro pela privatização da BR Distribuidora. “Venderam a BR (Distribuidora). Se a gente tivesse distribuidora, a gente controlava. Porque a Petrobras abaixa o preço, mas não chega na bomba”.
Com o conflito no Oriente Médio, os preços do diesel chegaram a subir mais de R$ 1 por litro em alguns casos, superando 22%. Diante disso, o governo federal adotou medidas para tentar reduzir o impacto no mercado interno.
No dia 12 de março deste ano, foram anunciadas duas ações. A primeira foi a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, com expectativa de reduzir o preço em R$ 0,32 por litro. Na mesma ocasião, também foi divulgada a concessão de uma subvenção aos produtores.
“O diesel é um elemento importante da economia brasileira. Então, estamos zerando PIS e Cofins. Isso representa 32 centavos por litro na refinaria. A segunda medida é um complemento a esses R$ 0,32. Seria R$ 32 centavos por litro com a subvenção”, afirmou o então ministro Fernando Haddad.
Agora, o governo negocia com os estados uma nova subvenção de R$ 1,20 por litro do diesel importado. Pela proposta, a União arcaria com R$ 0,60, enquanto as federações bancariam os outros R$ 0,60 até maio. O custo estimado da medida é de R$ 3 bilhões no período.



