O senador Marcio Bittar (PL) afirmou que a Polícia Federal teria encontrado “provas” ao acessar o conteúdo de um dos celulares do empresário Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master. Segundo o parlamentar, o material incluiria menções a supostos pagamentos ao ministro Dias Toffoli, que é relator de processos envolvendo a instituição no Supremo Tribunal Federal.
Na declaração, Bittar também mencionou viagens realizadas por Toffoli em aeronave privada ao lado de advogado ligado ao banco, além de alegar que familiares do ministro teriam mantido relações comerciais com o empresário. O senador questionou a condução do caso e afirmou que a própria Polícia Federal teria solicitado a suspeição do magistrado nas investigações relacionadas ao Banco Master.
O parlamentar classificou a situação como grave e levantou questionamentos sobre possível conflito de interesses, sugerindo que a permanência do ministro na relatoria poderia comprometer a isenção do processo. As declarações reforçam o tom crítico adotado por Bittar em relação ao que considera uma sucessão de escândalos envolvendo instituições da República.
Ao final, o senador vinculou o episódio ao cenário político nacional, defendendo mudanças nas eleições de 2026. Ele declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e criticou a permanência da esquerda no poder, afirmando que o pleito será decisivo tanto para a Presidência da República quanto para o Senado.





