Freud explica

Militantes partidários protestam por educação gratuita, mas fazem vaquinha para bancar multa de Lula

Educação

Nesta quarta-feira, 15, vi muitos militantes defendendo a manutenção do orçamento para a educação, principalmente para as universidades. Não querem ajudar a pagar a conta feita pelos seus dirigentes presos que geriram mal o dinheiro público resultando em déficit e escândalos de corrupção, ocasionando na crise econômica e política.

Lula Livre

Se fosse em outro país, ex-alunos bem-sucedidos doariam milhares de reais para as universidades, mas, no Brasil, os únicos a receberem doações são presos, como Lula que poderia pagar uma multa do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de R$ 3 milhões para cumprir o restante da pena em casa, segundo Mônica Bergamo, em notinha divulgada no dia 24 de abril na Folha de São Paulo.

Contingenciamento

É triste ouvir palavras difíceis como o contingenciamento de verbas, pior ainda quando se refere a retenção de repasses da parte do orçamento variável da Educação, mas reduzir os gastos é uma atitude responsável e pode contribuir com a redução do endividamento e demonstrar responsabilidade nos gastos públicos, algo que outros ex-presidentes deveriam ter feito, mas preferiram esbanjar o dinheiro alheio.

Isso a Globo não mostra

Parte dos deputados federais e senadores reclamam da retenção da Educação, mas eles não abrem mão da Cota de Exercício Parlamentar (Ceap), da indenização para mudança para a capital federal e parte dos gastos com gabinetes para ajudar no empenho de recursos para áreas prioritárias.

Fantasia de Jackson

O vereador Jackson Ramos (PT) usou a tribuna da Câmara de Rio Branco para fantasiar que o contingenciamento do orçamento das universidades é uma conspiração para que donos de instituições de ensino particular assumam as universidades e institutos federais. Muito sonho e pouca realidade.

Culpa da reitora

No Acre, a afirmação da reitora da Universidade Federal do Acre (Ufac), Guida Aquino, de que o suposto corte poderia impedir o início do segundo semestre de 2019 virou argumento para que todos militantes partidários realizassem manifesto no Estado. O governo federal diz que a alegação não bate com a realidade.

Cargos

As brigas e o descontentamento dos deputados com o governo do Estado não são por conta de algum projeto que pode prejudicar o povo, mas por falta de espaço na estrutura política do governo. A reclamação é que os cargos não estão atendendo os apadrinhados políticos dos eleitos. A manifestação pública de alguns parlamentares demonstra que o “poste está mijando no cachorro”, como falou em um julgamento o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Sede

Para aplacar a sede dos aliados, projeto de reforma administrativa traz um calmante em dose orçamentária que implicará na possibilidade de contratar mais 450 pessoas em cargos de confiança, além dos 900 já existentes na última reforma aprovada há cinco meses.

Terra arrasada

Fonte informa que a Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) parece mais uma terra arrasada após a passagem do último gestor, por isso a reestruturação planeja a unificação de pastas e a reorganização do serviço.

Sem plano

O incêndio do prédio do Instituto Federal do Acre (Ifac) de Cruzeiro do Sul acendeu uma luz de alerta nas instituições de ensino no Estado. Os prédios utilizados pelas escolas públicas não possuem plano de combate a incêndio e controle de pânico e nunca se preocuparam com isso. O Ministério Público Estadual (MPE) foi mais além e cobrou visita dos Bombeiros e da vigilância sanitária.

Prefeitura de Led

A Prefeitura de Rio Branco firma parceria com a Energisa para trocar as lâmpadas da iluminação pública por led. Os gastos atuais com o serviço chegam a mais de R$ 1 milhão, mas vem uma dúvida: Qual será a economia repassada ao contribuinte que paga a taxa de iluminação pública junto com a tarifa mensal do consumo de energia elétrica residencial?

Porta-voz

O governador Gladson Cameli nomeou porta-voz, mas quem mais comunica as ações do governo é um porta-voz informal que nesta semana ficou irritado com o gestor que se arrependeu de uma decisão e “esqueceu” de comunicar a mudança de opinião. No Estado, o vazamento virou notícia oficial.

Adendo

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