Moraes pede explicações à defesa de Bolsonaro sobre irmão de Michelle

Segundo Moraes, o nome de Carlos Eduardo Antunes Torres foi incluído pelos advogados em lista de profissionais da saúde que acompanhariam o ex-presidente.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (6) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro esclareça as qualificações profissionais de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro.

Segundo o documento, a defesa de Bolsonaro pediu que o irmão de Michelle fosse incluído na lista de pessoas que poderiam estar presentes na residência do casal, para acompanhamento do capitão da reserva. No entanto, Moraes observou que não foram incluídas no pedido as qualificações de Eduardo Torres como médico ou enfermeiro.

defesa classificou Eduardo como “pessoa de confiança da família e que já exerceu a atividade de acompanhante do Peticionário em outros momentos”. O ministro, então, requereu explicações sobre a presença de Eduardo na casa de Bolsonaro.

Na mesma decisão, Moraes autorizou o médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago a realizar visitas médicas permanentes, sem necessidade de aviso prévio.

Prisão domiciliar

Sob autorização de Moraes Bolsonaro ficará 90 dias em prisão domiciliar, na casa da família localizada no Condomínio Solar de Brasília, no Distrito Federal, onde está desde o último dia 27 de março.

O ministro acatou o pedido da defesa de Bolsonaro e determinou a ida para casa. A decisão foi antecipada pela Jovem PanAliados do ex-presidente consideravam a medida “sacramentada” após a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“O ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, uma vez que, conforme literatura médica, devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos, o processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões, com retorno da força, fôlego e disposição, pode durar entre 45 (quarenta e cinco) e 90 (noventa) dias, com ambiente controlado”, disse Moraes no despacho.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à trama golpista.

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