Paralisação

Nova greve de caminhoneiros pode afetar abastecimento de produtos essenciais aos consumidores do estado

Batizada de “Lorenzoni”, em referência ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a nova greve marcada pelos caminhoneiros pode impactar no abastecimento de produtos essenciais aos acreanos. O movimento que repudia o aumento de 10 centavos de real no preço do diesel, em vigor desde a última quarta-feira (18), levou a Associação dos Caminhoneiros a decidir pelo início do movimento que promete parar as atividades dos transportadores.

Segundo o presidente da associação, Wanderlei Novaes, conhecido popularmente como Dedeco, os caminhoneiros vão cruzar os braços no próximo dia 29 de abril.

Novaes afirmou à imprensa nacional que a categoria definiu a data e já planeja minunciosamente a paralisação depois que as negociações se encerraram. De acordo com ele, o ministro-chefe da Casa Civil o teria bloqueado no aplicativo WhatsApp.

Paralisação de 2018 acarretou milhões de reais em prejuízos/El País

Aliado dos caminheiros desde 2017, quando Lorenzoni discursou na tribuna da Câmara dos Deputados em favor dos trabalhadores, o clima se acirrou depois que o ex-deputado assumiu a Casa Civil.

No dia 27 de março, um grupo de Whatsapp formado por lideranças da categoria e membros do governo Bolsonaro recebeu um áudio de Lorenzoni no qual este assegurava estar trabalhando em “várias coisas bacanas” para os caminhoneiros.

“Já demos uma trava na Petrobras”, afirmou o ministro, se referindo à mudança na periodicidade com que se altera o preço do diesel – medida anunciada pela diretoria da estatal no dia anterior à gravação da mensagem.

Com anúncio do término das negociações com o governo, empresas dos mais variados setores já estão atentas à possível paralisação dos caminhoneiros, que segundo os empresários pode trazer prejuízos ainda maiores do que houve no ano passado.

No Acre, as entidades representantes do setor comercial ainda se pronunciaram sobre o assunto.