Freud explica

Novo líder do governo na Aleac, Tchê apanha dos antigos aliados e também dos novos ‘companheiros’

Despetização?

O deputado estadual Luiz Tchê (PDT), que indicou o candidato a vice-governador na chapa do PT nas últimas eleições e fez campanha para o ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), passa a ser líder do governo de Gladson Cameli (Progressistas) a partir desta semana. O movimento de despetização perdeu força?

Terceiros-indicados

Chega mais um escândalo da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Fagner Calegário afirma as empresas terceirizadas estão sendo obrigadas a contratar apenas pessoas indicadas pela Casa Civil. Pode isso, Arnaldo?

PSL do Centrão?

Vem do PSL, partido de Bolsonaro, a informação de que, desde que foi eleito, o deputado estadual Whendy Lima nunca mais entrou na sede do partido. Pior, vem da direção o desconforto de ter notícias divulgadas pela imprensa de que o parlamentar fará parte da base de sustentação do governo Gladson Cameli, existindo informes até de uma suposta reunião com o novo líder do governo, Luiz Tchê, em que se discutiriam cargos para seus apoiadores.

Game of thrones

Vejo mais emoção, aventura e suspense quando acompanho os bastidores da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) do que o seriado Game of Thrones. Ocupar o trono de ferro é fichinha! O negócio é mostrar que tem sangue no olho para defender temas como a liderança do governo ou votar contra a CPI da Energisa.

Cinema mudo

Típico de um cinema mudo, as imagens, os trejeitos e a forma caricata de agir é que marcou a forma de se comunicar durante a fase do cinema mudo, quando ainda não existia espaço para falas dos atores. Bom, foi assim que o “neolíder” do governo, deputado Luiz Tchê esteve em toda sessão da Aleac. Muitos membros da base aproveitaram para dar cotoveladas em algo que parecia uma dança de pessoas inconformadas.

Babel

Para a oposição, cada deputado da base governista parecia falar uma língua diferente e nessa babel o que deu para entender é que a oposição, minoria no Legislativo, parece mais unida em sua diversidade política do que os aliados do governador.

Insegurança

Dentro da nova gestão estadual cresce o coro dos insatisfeitos e as críticas ao núcleo duro de pessoas de confiança do governador. A queixa seria a falta de espaço para realizar os trabalhos necessários e as “mensagens vazadas” para a imprensa, a primeira a saber os nomes indicados ou a lista dos demitidos.

Fundação

Diferente de outros países, o Brasil possui universidade 100% gratuita, ensino financiado pelo setor público que há anos vem sendo ameaçado pela incompetência dos políticos eleitos. Uma saída seria fazer como em outras culturas em que instituições também recebem doações de ex-alunos, os homens e mulheres, que conquistam o sucesso e demonstram gratidão ao realizar doações para as fundações ligadas às universidades com objetivo de garantir que o ensino superior possa formar novos profissionais. No Brasil, parece que vale mais fazer doações para pagar multas milionárias de políticos condenados e espernear por mais recursos públicos ou esperar que o ensino gratuito morra para usar o tema em campanha política.

Companheiros

Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgam nesta quinta-feira (9), os companheiros do PT. Na relação de pautas está a prestação de contas de 2016 do ex-secretário de Articulação Internacional, Francisco Afonso Nepomuceno, o Carioca, e as contas de 2005 do ex-secretário de Estado da Comunicação, Aníbal Diniz.

Empate high tech

Nesta quarta-feira, teremos algo que lembra o antigo empate, em que seringueiros impediam os “paulistas” de desmatar as terras acreanas. O empate high tech dos motoristas dos aplicativos do Uber e do 99, que prometem uma paralização mundial, tem como motivo principal o baixo preço da tarifa que há três anos é a mesma. O objetivo é mostrar às empresas de tecnologia que quem manda são os motoristas. A mobilização foi combinada justamente no dia em que o Uber abre seu capital na Bolsa de Nova York.

Adendo

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