“O Brasil vive desorientação política e excesso de protagonismo do Judiciário”, diz Aldo Rebelo

O ex-ministro da Defesa e pré-candidato à Presidência da República, Aldo Rebelo, afirmou nesta quarta-feira (25) que disputará o segundo turno das eleições de 2026. A declaração foi dada durante entrevista na posse do Parlamento Amazônico, realizada na Assembleia Legislativa do Acre, em Rio Branco. Na ocasião, ele também fez críticas ao atual cenário político nacional e ao que classificou como desequilíbrio entre os Poderes.

Rebelo avaliou que o Brasil vive um período de “desorientação” política e afirmou que a disputa institucional perdeu os limites. “O Brasil vive um processo de desorientação e de uma disputa política que perdeu completamente o rumo e os limites, onde o Poder Judiciário assumiu um protagonismo que nunca teve na história do Brasil”, declarou. Segundo ele, o Supremo Tribunal Federal teria ultrapassado suas atribuições ao interferir em disputas eleitorais.

O pré-candidato também classificou o país como “ingovernável” diante do que chamou de peso excessivo de corporações e instituições. Ele citou o Ministério Público e órgãos ambientais como exemplos de estruturas que, em sua avaliação, ampliaram influência sobre decisões estratégicas do país, impactando diretamente a capacidade de execução de políticas públicas.

Ao tratar da região Norte, Rebelo utilizou o termo “interdição” para definir os entraves ao desenvolvimento econômico. Ele mencionou órgãos como Ibama e Funai e afirmou que estados como o Acre enfrentam limitações estruturais graves, como a ausência de ferrovia e a baixa malha rodoviária pavimentada. O ex-ministro relembrou ainda o projeto da Ferrovia Transacriana, idealizado por Euclides da Cunha, e criticou a falta histórica de investimentos em infraestrutura no estado.

Questionado sobre a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nomes ligados ao bolsonarismo, como Flávio Bolsonaro, Rebelo se apresentou como alternativa ao que chamou de dois polos já estabelecidos. Ele afirmou que sua pré-candidatura representa um caminho mais seguro para a retomada do desenvolvimento e defendeu a necessidade de impor limites à atuação do STF. Ao ser perguntado sobre eventual apoio caso não avance na disputa, respondeu de forma enfática que trabalha com a perspectiva de chegar ao segundo turno, reforçando seu posicionamento como possível nome da chamada terceira via em 2026.

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