“O comunismo expulsou milhões do próprio país”, diz Bocalom durante visita à Casa de Migrantes

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), visitou nesta segunda-feira, 5, a Casa de Acolhimento para Migrantes, localizada no bairro Bosque. A agenda contou com a presença da primeira-dama do município, Kelen Bocalom, e do secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz. Durante a visita, o gestor reforçou o compromisso da Prefeitura com a população migrante que chega diariamente ao Brasil pelo Acre e segue até a capital acreana.

Bocalom conversou com os acolhidos, em especial com migrantes venezuelanos, que demonstram expectativa por mudanças em seu país após a intervenção dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro. O prefeito ouviu relatos, acompanhou de perto a rotina da unidade e destacou a importância de manter o atendimento humanitário aos que fogem da crise política e social na Venezuela.

O chefe do Executivo municipal ressaltou que Rio Branco tem desempenhado um papel fundamental no acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, diante de um fluxo migratório intenso registrado na última década. Segundo ele, milhões de venezuelanos foram obrigados a deixar o país, e o Acre acabou se consolidando como uma das principais portas de entrada no Brasil.

Bocalom enfatizou que, mesmo diante das limitações financeiras e da falta de maior apoio do governo federal, o município tem mantido as ações de assistência. Para o prefeito, o acolhimento vai além da estrutura física, envolvendo respeito, dignidade e cuidado humano com quem chega em busca de proteção.

“Agora, o que eu quero dizer aqui é que a nossa prefeitura sempre procurou dar carinho e acolhimento a esses irmãos que estavam precisando de ajuda. E a nossa ajuda nós demos, estendemos a mão o tempo todo, procurando tratá-los com muito carinho, com um acolhimento bem humano, diferente daquilo que eles viviam lá; é só falar com eles”, afirmou.

O prefeito também destacou que, embora a responsabilidade pela política migratória seja do governo federal, a Prefeitura de Rio Branco tem arcado com os custos e mantido o funcionamento da Casa de Acolhimento. “Eu estou feliz que a Prefeitura de Rio Branco, apesar de não ter tido todo o apoio do Governo Federal, ainda assim tem bancado esse trabalho”, concluiu Bocalom.

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