O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Senado, nesta quarta-feira, 1º, a confirmação da indicação do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante disso, as articulações políticas na Casa Legislativa já começaram.
Senadores de oposição ouvidos por Oeste reforçam que o cenário de aprovação de Messias não será fácil. O atual chefe da AGU vai ser sabatinado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. Além disso, no plenário, terá de contar com o aval de ao menos 41 dos 81 senadores para virar ministro do STF.
Segundo os parlamentares da oposição, Messias não encontrará um terreno fértil para negociações entre eles. Esse grupo de congressistas diz que a sabatina deveria ficar para depois das eleições gerais deste ano.
A base governista no Senado continua afirmando que o cenário para aprovação do ministro da AGU está favorável. Diante disso, os senadores aliados a Lula têm mostrado certo conforto, optando por deixar as articulações para logo depois do feriado de Páscoa.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), nem em Brasília está. O parlamentar viajou a Bahia, para cumprir uma agenda ao lado do presidente da República. O senador informou que retomará as articulações para aprovação Messias na próxima segunda-feira, 6.

Sabatina de Messias
A nomeação do ministro-chefe da AGU para o STF estava paralisada havia quatro meses. O petista levou 132 dias desde o anúncio da indicação, que ocorreu em 20 de novembro do ano passado, até encaminhar a mensagem formal ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O envio é uma etapa essencial para que o processo de sabatina comece.
“Darei continuidade à minha jornada no Senado com humildade e fé”, disse Messias. “Buscarei novamente o diálogo com todos os senadores e senadoras, pois este é um momento que exige entendimento.”




