A deputada federal Carol de Toni (PL-SC) intensificou nas últimas horas as conversas sobre seu futuro político. A parlamentar falou ao menos três vezes com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, antes de avançar na decisão de deixar a sigla.
Segundo relatos feitos à coluna, Valdemar foi direto ao ponto e reafirmou o compromisso firmado com o senador Esperidião Amin (PP-SC), o que inviabiliza uma candidatura de De Toni ao Senado pelo PL em 2026.
Na tentativa de manter a deputada no partido, o dirigente ainda sugeriu que ela permanecesse na legenda e assumisse a liderança da bancada, proposta que não prosperou.
Em tom franco, Valdemar teria dito à deputada para “fazer o que fosse melhor para ela”, sinalizando que a decisão final caberia exclusivamente à parlamentar.
Aliados informaram à coluna que o comando nacional do PL chegou a cogitar uma intervenção no diretório de Santa Catarina para reorganizar o cenário local. O acordo citado por Valdemar foi costurado com o presidente do PP, Ciro Nogueira, garantindo apoio à reeleição de Amin.
Prestes a sair do PL, Carol de Toni já recebeu sondagens de ao menos quatro partidos, entre eles Avante, PRD, Podemos, Novo, MDB e PSD.
Antes de avançar na definição, a deputada também conversou com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que manifestou apoio e colocou-se à disposição para ajudá-la politicamente, independentemente da legenda.
Apesar da movimentação intensa nos bastidores, Carol de Toni ainda não definiu o partido pelo qual deve disputar as eleições de 2026.




