Só horário comercial

Postos de saúde seguem fechados à noite mesmo com oferta de recursos da União

O Acre não figura no programa Saúde na Hora, do Ministério Saúde (MS), que disponibiliza recursos aos municípios com o objetivo de manter as Unidades de Saúde da Família (USF) abertas durante o período da noite ou aos finais de semana. O secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Oteniel Almeida, disse ao Diário do Acre que tinha conhecimento da proposta, mas aguardava os cálculos e o edital para se habilitar.

Segundo o MS, das 238 unidades registradas no estado, apenas duas poderiam ser habilitadas no programa. São estabelecimentos que possuem três ou mais equipes de profissionais e que, por isso, estariam aptas a funcionar durante à noite ou aos finais de semana.

Apenas Rio Branco está apto a participar do programa federal/Reprodução

Oteniel Almeida explicou que das 56 unidades da capital, 20 teriam três equipes e que, antes de ampliar o atendimento, é preciso fazer os cálculos dos custos de funcionamentos da USF no turno da noite. Segundo ele, nessa equação entram despesas com medicamento, energia elétrica e água. “Na segunda-feira posso dar uma resposta com exatidão. A gente sabia que iria começar o programa, mas não credenciaram quais eram as equipes, e para nós não [houve habilitação], porque estamos monitorando e acompanhando”, afirmou ele.

O programa promete até 122% a mais de recursos para as USF que passarem das 40 horas semanais para até 75 horas semanais de atendimento ao público.

Segundo texto publicado no portal do governo federal, “Nesta semana, o Ministério da Saúde também liberou um reforço mensal de R$ 388,3 mil para qualificar e fortalecer os serviços oferecidos na Atenção Primária à população dos 22 municípios do Acre”.

Esse valor seria destinado a equipes de Saúde da Família (ESF), Saúde Bucal e Núcleos Ampliados de Saúde da Família (NASF), que foram certificados pelo desempenho satisfatório no 3º ciclo do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) em 5.324 municípios”, conforme a publicação.

A reportagem não conseguiu fazer contato com representantes do setor de saúde de outros três municípios vizinhos à capital.