A segunda noite do Festival da Farinha, realizada nesta quinta-feira, 28, no Complexo Esportivo do Aeroporto Velho, em Cruzeiro do Sul, foi marcada pela tradicional disputa da maior mandioca e da mais pesada. Ao todo, 13 agricultores participaram de cada um dos concursos, que consagraram a força da agricultura familiar da região.
A mandioca mais longa mediu 2,89 metros e foi cultivada pelo agricultor José Oliveira do Nascimento, mais conhecido como Zeca da Farinha, morador do Alto Pentecostes. Já a mais pesada, com 14,3 quilos, foi colhida por João Oliveira de Miranda, popularmente chamado de João Cambão, que vive no Ramal 3, da Br 364. Cada campeão ganhou o valor de R$2 mil.
História dos vencedores
Vencedor da maior mandioca – Zeca da Farinha, tem 47 anos, e é agricultor há 35 anos. Ele se tornou figura conhecida no festival por sua sequência de vitórias. Já conquistou prêmios em outras edições do festival com a melhor farinha, melhor derivado da mandioca, além de outras premiações nas categorias de maior e mais pesada raiz. Segundo ele, o segredo está no manejo e no melhoramento das manivas, processo que desenvolve há quatro anos por conta própria.

“Só eu tenho essa qualidade de mandioca porque eu estudo as plantas. O festival é a vitrine que a gente tem para mostrar o nosso trabalho. Se não fosse a prefeitura realizar esse evento e a imprensa divulgar, a gente não teria como mostrar o valor da nossa produção”, afirmou.
Vencedor da mandioca mais pesada- João Cambão, de 55 anos, destacou que vem participando das competições há três anos e esta foi sua segunda vitória na categoria da mandioca mais pesada. Agricultor desde criança, ele explicou que o diferencial foi o tempo de cultivo, aliado ao adubo natural. “A gente vem cuidando por dois anos. Pela rachadura da terra a gente já vê que está no ponto. O prêmio ajuda a gente a investir mais no terreno e continuar plantando”, contou.

O concurso faz parte da programação oficial do Festival da Farinha, promovido anualmente pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul. O secretário municipal de Agricultura, Nildson Moura, destacou que os prêmios e cursos ofertados durante o evento são um incentivo direto para os agricultores.
“O festival não é apenas festa, é valorização da nossa produção. Hoje cada vencedor recebeu R$ 2 mil para cada ganhador. Amanhã teremos o concurso da maior tapioca e, no encerramento, vamos premiar a melhor farinha, que pode render até R$ 7 mil em prêmios. É um reconhecimento ao esforço do agricultor e à força da mandioca na nossa cultura”, ressaltou.
Além das competições, o festival também oferece oficinas e capacitações em parceria com o Senar, que já mostraram resultados, como a produção dos melhores pratos, a exemplo do macarrão feito a partir da casca da mandioca, vencedor do concurso culinário da primeira noite.

Os concursos seguem na sexta-feira,29, com a escolha da maior tapioca e no sábado, 30, com a melhor farinha de mandioca.