Produtores rurais do Acre pedem ajuda da bancada federal para evitar prejuízos com embargos do Ibama

Conforme matéria publicada pela redação do Diário do Acre, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), embargou 221 fazendas no município de Acrelândia, distante aproximadamente 120 km de Rio Branco, capital do Estado. O objetivo do Ibama é fiscalizar e reprimir as propriedades rurais que teriam realizado desmatamento ilegal.

O processo, que começou no sul do Amazonas e em Rondônia, chega ainda com mais força ao Acre por Acrelândia. Os proprietários que já foram multados e que não recolheram o montante em razão do posterior cancelamento das multas, medida suspensa agora pelo governo federal, além de sofrer o embargo, poderão ter todo o gado confiscado.

Produtores rurais denunciam que a medida, junto com o embargo das madeireiras, representa o caos no sistema produtivo acreano, com a perda de milhares de empregos e prejuízos para todos os setores econômicos.

Diante desse cenário, os produtores estão pedindo ajuda da bancada federal e dos parlamentares comprometidos com o setor, para que possam encontrar uma solução. Eles argumentam que a maioria dos processos de “desmatamento ilegal” é antiga e que vários dos atuais proprietários não têm responsabilidade sobre os ilícitos. Além disso, muitos dos pequenos produtores não têm condições financeiras de arcar com multas ou de regularizar a situação de suas propriedades. Os produtores também alertam que as medidas do Ibama estão causando prejuízos incalculáveis para a economia, paralisando todas as atividades produtivas, o que afeta não só o setor agropecuário, mas também o comércio e os serviços.

Ainda segundo os produtores, 80% da produção pecuária do Acre estaria nas mãos de pequenos produtores, que seriam os mais prejudicados. É essa a posição do advogado Antônio Olímpio, que defende os donos de terras da região. Ele afirma que esse embargo trará prejuízos incalculáveis para a economia do estado. Segundo o advogado, o embargo atingiu 80% das propriedades do município, a maioria de pequenos produtores.

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