PT prepara pedido de direito de resposta após matéria sobre relação de Vorcaro com grupo de Lula

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma ação de direito de resposta contra a revista Veja após a publicação de uma reportagem que aponta o pagamento de R$ 30 milhões para um documento que conta a história do petista. A informação foi confirmada com interlocutores da campanha e do Palácio do Planalto.

Advogados da campanha devem se reunir na tarde desta sexta-feira para debater sobre a petição e discutir os caminhos para estancar uma possível crise causada pela reportagem. Na quinta-feira (8), os advogados Marco Aurélio de Carvalho, que preside o Grupo Prerrogativas, e Reinaldo Santos de Almeida acionaram a Polícia Federal para investigar uma suposta articulação de Daniel Vorcaro para favorecer a eleição de Flávio Bolsonaro.

De acordo com a Veja, Daniel Vorcaro relatou ter destinado R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula, supostamente para financiar um documentário sobre o presidente. O banqueiro também atribuiu a integrantes do governo federal participação nas articulações para permitir que o Master recebesse investimentos de fundos de previdência.

As informações constam de um áudio e de documentos obtidos pela revista, que teriam sido apresentados por Vorcaro durante suas tentativas de firmar um acordo de colaboração com as autoridades. As declarações são alegações do próprio Vorcaro e não constituem comprovação dos pagamentos ou da participação dos agentes públicos citados.

Por meio de nota, a campanha de Lula classificou a reportagem da Veja como uma “peça eleitoral irresponsável com acusações sem provas”. “É estarrecedor que, a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, a revista Veja estampe em sua capa acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova. A reportagem é uma peça eleitoral irresponsável baseada em outra peça eleitoral: o suposto depoimento de Daniel Vorcaro, construído sobre acusações sem comprovação, com o evidente propósito de tumultuar o processo eleitoral e favorecer o adversário. Esse depoimento não existe, não há registro dele na Polícia Federal. Não há registro de delação com esse conteúdo que tenha sido aceita pelo Ministério Público e Polícia Federal. Portanto, uma farsa”, diz um trecho do comunicado.

“A própria Veja reconhece que a Procuradoria-Geral da República não deu prosseguimento às acusações por falta de provas. Mesmo assim, transforma uma mentira em capa da revista. Não aceitaremos que acusações sem provas e vazamentos seletivos sejam usados como arma eleitoral. As medidas judiciais cabíveis serão tomadas contra as calúnias e eventuais irregularidades na divulgação dessas informações”.

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