Com a saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), do governo federal para disputar o governo de São Paulo, o PT espera contar com a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), nas agendas no Estado. A avaliação no partido é que Alckmin, que já governou São Paulo quatro vezes, tem entrada no interior e pode ajudar na articulação política.
A expectativa é que Haddad e Alckmin façam agendas juntos em viagens pelo interior paulista. O objetivo é ampliar a presença da campanha em regiões consideradas mais conservadoras.
A chapa ainda não está definida e a discussão deve avançar apenas em abril. O que já está definido é a candidatura da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet ao Senado, algo que ela mesma já anunciou.
Também como mostrou a Jovem Pan, o partido busca um nome de centro para a vaga de vice, mas internamente há um entendimento de que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deva disputar, também, a Casa Alta. O futuro político de Márcio França segue em aberto – articuladores do PT acreditam que seria mais difícil convencer o ministro do Empreendedorismo, até então pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, o qual já governou, a se “rebaixar” a vice.
Na quinta-feira (19), durante evento com o presidente Lula em São Paulo, Haddad deve anunciar a saída do Ministério da Fazenda. Depois disso, como antecipou a coluna, o petista pretende tirar alguns dias de folga antes de iniciar os preparativos da pré-campanha.
Ponto sensíveis
Desde o início do ano, a coluna mostrou que as pré-campanhas da direita e da esquerda têm monitorado pontos considerados sensíveis na disputa pelo governo de São Paulo. A avaliação é que alguns temas como o sistema de pedagio Free Flow e a privatização da Sabesp podem ganhar holofotes ao longo do processo eleitorale influenciar o debate entre os candidatos.
Com o candidato sendo Fernando Haddad, a tendência é que o debate fique mais nacionalizado. Temas econômicos devem entrar em pauta, como a relação do ministro com taxações.


