André Guillaumon afirma que instabilidade comercial pode alterar prêmios e cotações nos próximos meses
Em entrevista à CNN Agro Money, o CEO da BrasilAgro, André Guillaumon, avaliou como positiva a decisão da Justiça dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas impostas em 2025 pelo então presidente Donald Trump. Apesar do impacto favorável, ele alertou que o momento é de forte oscilação no mercado.
Segundo Guillaumon, o produtor e as empresas precisam estar preparados para um ciclo de volatilidade, já que mudanças políticas e comerciais têm alterado o fluxo global de mercadorias. Ele destacou que alterações repentinas nas regras impactam diretamente os prêmios e as cotações internacionais.
Na avaliação do executivo, o mercado tende a buscar equilíbrio ao longo do tempo. “O que a gente está vendo é que o mercado vai convergir para um momento de simetria”, afirmou, indicando que o cenário atual ainda exige cautela e planejamento estratégico por parte do setor.
Mesmo diante da instabilidade, Guillaumon vê o contexto como favorável ao Brasil. Para ele, a reconfiguração comercial entre países parceiros pode fortalecer o agro brasileiro, impulsionado por sua competitividade e alta produtividade no cenário global.
Em relação à safra 2025 26, o CEO demonstrou otimismo. Ele informou que a companhia já comercializou 65% da soja e travou posição cambial, com dólar acima de R$ 6 e soja cotada em torno de US$ 10,70 por bushel, estratégia que garante maior previsibilidade de receita.
Guillaumon também destacou o acordo comercial entre Brasil e Índia como oportunidade relevante. Segundo ele, o setor tem muito a ganhar, especialmente produtores de algodão e feijão, que passam a contar com um parceiro estratégico de grande porte no mercado internacional.


