Sequência de provas técnicas, imagens e confissão levaram à descoberta do corpo após mais de um mês de buscas.
A Polícia Civil de Goiás esclareceu a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, de 43 anos, cujo corpo foi encontrado após 43 dias de desaparecimento em Caldas Novas. As investigações levaram à prisão do síndico do Condomínio Amethist Tower, Cléber R. de O., apontado como autor do crime. Segundo os investigadores, a versão apresentada inicialmente pelo suspeito foi desmontada por provas técnicas, imagens de câmeras e contradições em depoimentos.
De acordo com o delegado João Paulo Ferreira Mendes, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, um dos primeiros indícios que levantaram suspeitas foi o comportamento recorrente do síndico, que costumava desligar o fornecimento de energia em conflitos internos do condomínio. Imagens de segurança mostraram o veículo do investigado deixando o prédio em direção a uma área de mata com a caçamba fechada e retornando cerca de 40 minutos depois com a caçamba aberta, apesar de ele negar ter ido ao local.

A investigação apontou que o crime foi motivado por uma disputa comercial envolvendo a administração de imóveis de temporada pertencentes à família da vítima. Segundo o delegado André Luiz Barbosa, o conflito entre Daiane e o síndico se arrastava há mais de um ano e meio e se agravou após a retirada da administração dos apartamentos das mãos do acusado. Dias antes do desaparecimento, Daiane obteve vitória judicial que garantiu acesso irrestrito às áreas comuns do prédio, decisão considerada um marco temporal relevante para o crime.
Conforme a Polícia Civil, Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro, após descer ao subsolo do prédio para verificar a falta de energia em um dos apartamentos. Câmeras registraram seus últimos passos até o local, onde ela teria discutido com o síndico. A suspeita é que o homicídio tenha ocorrido ainda no subsolo, em uma ação que durou cerca de oito minutos. Em seguida, o corpo foi colocado na caminhonete do investigado e levado até uma área de mata a aproximadamente 10 quilômetros da cidade.
Após o cumprimento do mandado de prisão e diante das evidências apresentadas, Cléber adotou postura colaborativa e indicou à polícia o local exato onde havia ocultado o corpo, encontrado em avançado estado de decomposição. A perícia segue em andamento para confirmar a causa da morte. A defesa do acusado informou que acompanha o caso e que irá analisar os procedimentos adotados durante a investigação. Com informações do portal Metrópoles.




