O ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, transformou um dia de campo sobre cafeicultura em um dos maiores encontros do setor produtivo acreano nos últimos meses. Realizado no último sábado (16), na Chácara Paraná, em Acrelândia, o evento reuniu centenas de produtores rurais, empresários do agronegócio, técnicos especializados e lideranças políticas em torno de um tema que Bocalom tem colocado no centro do seu discurso pré-eleitoral: o potencial agrícola do Acre.
“Recebemos produtores de várias partes do nosso estado e até de fora do Brasil, todos reunidos para conhecer, aprender e trocar experiências sobre a cultura do café”, publicou o ex-prefeito durante o encontro.

O dia de campo contou com apresentações técnicas sobre manejo e produtividade, debates sobre oportunidades para pequenos produtores e painéis voltados à expansão da cafeicultura no estado. Entre os especialistas presentes estavam Ronaldo Marciano, da UPL, Hadamés Wilson, engenheiro agrônomo da regional, e o professor Leonardo, da Universidade Federal do Acre em Cruzeiro do Sul, doutor em Produção Vegetal. O evento foi organizado em parceria com empresas privadas do comércio agropecuário.
Bocalom registrou a presença do subgovernador boliviano Destre Antelo, que demonstrou interesse em replicar o modelo do evento em sua região. A participação estrangeira reforçou o argumento central defendido pelo pré-candidato ao longo do dia: o de que o Acre ocupa uma posição estratégica para o agronegócio regional, com potencial ainda pouco explorado. “A nossa Santa Terra tem uma riqueza sem igual bem debaixo dos nossos pés”, escreveu Bocalom em uma de suas publicações.
Para além do caráter técnico, o evento foi lido por aliados como uma clara demonstração de força política. Reunir desde pequenos agricultores até empresários do agro em torno de uma agenda propositiva é, no calendário pré-eleitoral, um movimento que fala por si. Bocalom, que concorre ao governo do estado pelo PSDB, tem investido na construção de uma imagem associada ao campo e ao setor produtivo, distanciando seu discurso das disputas estritamente partidárias.






