O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, fez um alerta sobre os perigos do poder e do dinheiro durante um culto no domingo (22). Na pregação, o magistrado, que também é pastor evangélico, disse ser legítimo querer cargos importantes, como ser prefeito, governador ou juiz. No entanto, ele avisou que essas posições exigem honestidade para não cair no que chamou de “tentação do diabo”.
“O poder político e institucional é uma bênção de Deus se guiado por Deus. Mas, quando nossos corações se colocam não segundo os princípios e os valores de Deus para agir pelo bem do povo, nós estamos nos curvando à tentação do diabo”, afirmou.
Mendonça é o novo responsável pelo processo do Banco Master no STF. A fala ocorreu na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.
Ao se referir às pessoas que trabalham ou desejam trabalhar no governo e na justiça, Mendonça pediu atenção com o que descreveu como “pequenas bananas” e “pequenas propostas sutis”. Segundo o ministro, aceitar pequenas vantagens pode levar a erros graves. Ele aconselhou as pessoas a não buscarem fama a qualquer custo e a recusarem oportunidades que não sejam corretas.
O discurso acontece dias após Mendonça assumir a relatoria do caso Banco Master, no lugar do ministro Dias Toffoli. Toffoli deixou o caso após a Polícia Federal (PF) afirmar que encontrou mensagens em referência ao magistrado no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Reunião com a PF
Em relação ao caso Master, André Mendonça convocou a PF para uma reunião nesta segunda-feira (23). A informação foi confirmada pela Jovem Pan.
Na quinta-feira (19), Mendonça manteve o caso em sigilo, mas aumentou a quantidade de pessoas com acesso às investigações dentro da Polícia Federal. Além disso, deu mais autonomia para a corporação conduzir o caso. Com a nova decisão, a PF fica autorizada a ampliar o número de policiais com acesso aos dados e capacidade de elaborar relatórios sobre os conteúdos do que for encontrado.
A PF pediu que as extrações, indexações e análises “sigam o fluxo o ordinário de trabalho pericial da Instituição, com distribuição regular das demandas entre os peritos. Também solicitou que, após as perícias, mantenha a “custódia integral dos bens apreendidos nos depósitos da Polícia Federal”.



