Dra G

Rita Lee já dizia: “dói, mas é gostoso”

Tesão de muitos homens, desprazer de muitas mulheres. Sexo anal: prazer secreto que a maioria que prova gosta, mas que ainda é cercado de tabus, medos e preconceitos. Rita Lee em uma de suas canções já dizia “dói, mas é gostoso”. Necessariamente não precisa doer para ser gostoso (não mesmo!).

Hoje a indústria do prazer tem as mais variadas opções de produtos para fazer um “moonwalk” indolor e com estilo. Mas se preferir mais abrasileirado, vamos lá: dar ré no kibe, camuflar a cenoura, queimar a rosca, cavalgar na jiboia, abusar da maçaneta, furincar, beliscar o Jerônimo ou liberar o anel de couro.

Visitando um tradicional sex shop da cidade, a proprietária, super descolada e, muito bem inteirada das tendências e preferências para apimentar a relação, indicou pelo menos 50 produtinhos para fazer do sexo anal uma experiência única. Vai do esquentar, gelar, anestesiar, pulsar e deslizar, com componentes que são capazes de inibir a dor sem retirar o prazer.

Algumas dessas fórmulas têm até sete sensações em uma única “besuntada”, com promessa de um sexo anal quente e muito prazeroso ao casal. Sugiro visitar um sex shop e fazer uso dos “brinquedinhos eróticos” e produtos que asseguram turbinar a relação de quem quer sair da rotina e curtir esse parque de diversão da porta dos fundos. Até porque, homens, saibam o que há tempos a mulherada já aprendeu, o sexo deixou de ser só sexo, química e papai e mamãe.

Hoje é sensualidade, paixão, fantasia e novidade. Libere-se e liberte-se dos preconceitos e heranças culturais ultrapassadas. Sexo oral, sexo anal, fetiche, posições, tudo é valido, tudo é permitido desde que ambos se permitam. Afinal, o objetivo será sempre o mesmo, o prazer.

Em se tratando de sexo, nobres leitores que me acompanham, uma única recomendação prevalece: quanto menos controle sobre a situação na cama, melhor. Com muito prazer e sem pudores, fica a dica! Num próximo encontro, de repente, discorro sobre o tabu do dedinho. Não sacou? Algumas mulheres já relataram que na cama o parceiro demonstrou interesse e prazer em ser tocado ali, na parte de trás.

A situação ainda é cercada de preconceito, mas é bem mais comum do que muitos imaginam. A região anal é uma zona erógena e gostar de ser tocado no ânus não te deixa, hétero, “menos homem” por curtir um ‘fio-terra’ de sua parceira durante o sexo.

E já que o assunto da coluna de hoje é sexo anal, vamos continuar dentro (ui, ui, ui) do tema com a baixaria divertida das Velhas Virgens nesse clássico chamado “Esse seu buraquinho”. Curtam a sutileza e romantismo (só que não) dessa canção.

Dra G fica por aqui, mas te vejo no próximo domingo.

 

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