Segurança e fronteiras: Alan Rick defende integração das forças para enfrentar o crime organizado

O candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) afirmou que pretende retomar os acordos internacionais com Peru e Bolívia para reforçar o combate aos crimes nas regiões de fronteira e anunciou a criação de um gabinete institucional de enfrentamento ao crime organizado já nos primeiros 100 dias de governo.

As propostas foram apresentadas durante o segundo bloco do debate entre os candidatos ao Governo do Acre promovido pelo AC24horas, nesta sexta-feira (11). Alan foi questionado sobre quais medidas próprias do Estado adotaria para conter a entrada de armas e drogas pelas fronteiras e fortalecer as forças de segurança.

“O Acre precisa retomar imediatamente os protocolos e os acordos internacionais com o Peru e Bolívia para o enfrentamento dos crimes transfronteiriços, principalmente o tráfico de drogas”, afirmou.

Alan também fez críticas à política de segurança da atual gestão. Segundo o candidato, o avanço das organizações criminosas exige uma atuação mais forte e integrada do poder público. “O nosso Estado foi tomado pelas facções criminosas. Não há uma ação efetiva do atual governo de combate às facções criminosas”, declarou.

O candidato afirmou ainda que existem áreas de Rio Branco e de municípios do interior onde a presença do crime organizado interfere diretamente na rotina dos moradores. Para Alan, recuperar esses territórios deve estar entre as prioridades da próxima gestão.

Como resposta ao problema, ele anunciou a implantação, nos primeiros 100 dias de governo, de um gabinete institucional voltado especificamente ao enfrentamento das organizações criminosas. A proposta prevê atuação integrada das polícias Civil, Militar e Penal, além da Procuradoria-Geral do Estado, Tribunal de Justiça e Ministério Público. “Nós vamos investir pesadamente, já nos primeiros 100 dias de governo, no nosso gabinete institucional de enfrentamento ao crime organizado”, afirmou.

Alan também destacou os investimentos destinados por seu mandato à segurança pública. “Foram R$ 68 milhões investidos na nossa segurança pública”, afirmou. Entre as ações, citou recursos para o cerco eletrônico e o Centro Integrado de Comando e Controle, além da aquisição de viaturas, drones e armamentos e de investimentos no Corpo de Bombeiros, Polícia Penal e Gefron, numa atuação que, segundo ele, vem sendo construída desde 2015.

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