Revolta

Sindicato planeja ato de repúdio e greve contra desmonte da Polícia Civil

O Sindicato dos Policiais Civil (Sinpol) organiza um ato de repúdio para as 8 horas da próxima segunda-feira (29), em frente à Casa Civil do governo do estado. O objetivo é reivindicar investimentos na área, além de pedir a manutenção da Secretaria de Polícia Civil, ameaçada de rebaixamento na segunda reforma administrativa do atual governo.

Presidente da entidade, Tibério Cesar da Costa Isaías criticou a falta de diálogo do governo do estado com a classe, e afirmou que o rebaixamento da pasta para um órgão de governo não contribuirá para melhorias.

“O ato de repúdio é contra a medida do governo do Estado em desestruturar a Polícia Civil, retirando o status de secretaria. A priori o que era uma especulação está se tornando em um fato consumado. A categoria não foi chamada em nenhum momento e o governo do Estado não está querendo resolver os problemas da segurança pública, os verdadeiros problemas da Polícia Civil. Não quer discutir orçamento para a reestruturação das unidades policiais, não quer discutir a implementação de medidas para o combate e enfrentamento da criminalidade”, criticou o sindicalista.

Tibério explicou que toda a classe está unida no ato, tendo a participação da Associação dos Delegados de Polícia Civil. A expectativa é que a categoria faça uma paralisação de algumas horas em todo o Estado enquanto houver manifestação na frente da Casa Civil.

Categoria argumenta que decisão é um retrocesso/Internet

“A classe Polícia Civil está unida na defesa de sua instituição e na defesa de políticas públicas voltadas para o fortalecimento do combate ao crime”, afirmou.

Atualmente, a instituição possui um efetivo de 800 homens e mulheres, sendo que pela legislação o mínimo seria de 1,8 mil pessoas.

“Estamos conversando com os parlamentares e muitos são favoráveis ao nosso pleito, entre eles o deputado Fagner Calegário, Roberto Duarte, Edivaldo Magalhães, Jenilson Leite”, finalizou o presidente do Sinpol.