Tarcísio pode vencer sem ajuda dos municípios, admitem prefeitos: ‘Bolsonarismo elege’

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem capital político para se eleger sozinho, sem o apoio de prefeitos do interior do Estado. Essa é a avaliação de chefes de municípios ouvidos reservadamente pela coluna, durante o 68º Congresso Estadual de Municípios, que acontece até esta quarta-feira (8) na capital paulista.

“Nós podemos atrapalhar a eleição, mas travar, não”, disse um deles, sob condição de reserva. À coluna, os prefeitos de cidades do interior relembraram a primeira eleição de Tarcísio, em 2022, e consideraram que ele chegou ao cargo pela influência bolsonarista. “Foi assim que ele passou para o segundo turno. Os prefeitos estavam todos com Rodrigo Garcia [então do PSDB, que geriu o Estado por cerca de 25 anos] e mesmo assim não conseguimos frear”, relembra outro.

Assim, a leitura é que agora o atual governador tem ainda mais força, já que ficou mais conhecido, continua com o público bolsonarista e não tem outro rival no campo conservador no Estado. Segundo relatos à coluna, Tarcísio agora reúne ainda mais força política sozinho e “sabe que não precisa” dos chefes dos Executivos das cidades.

‘Podemos atrapalhar’

Apesar disso, os prefeitos do interior de São Paulo são unânimes ao dizer que podem ser, minimamente, uma pedra no caminho de Tarcísio. Como mostrou a coluna, a avaliação é que uma atuação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), pode beneficiar o pré-candidato da esquerda ao governo do Estado, Fernando Haddad (PT) – o que já tem sido usado como estratégia pelo PT.

Pesa a favor de Tarcísio, no entanto, o número de prefeitos em partidos que fazem parte da sua base de apoio. Em 2024, última eleição municipal, por exemplo, o PSD, de Gilberto Kassab, ficou com 206 municípios. Logo depois vem PL e Republicanos, com 104 e 84, respectivamente. O MDB, de Ricardo Nunes e Baleia Rossi, que também fechou questão com o governador no Estado, tem 67, além de PP e União Brasil, por exemplo, que juntos tem mais de 100 prefeituras.

Do outro lado, o PSDB, que chegou a reunir 173 cidades, agora só tem 21. PSB e PT, juntos, tem 13 municípios.

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