MEU ACRE QUERIDO

#TBT do Acre: Sena Madureira

Quem nunca foi ao festival do mandim na princesinha do Rio Iaco? Hoje, quinta-feira, é dia de Throwback Thursday (TBT), expressão em inglês para “Quinta-feira do Retorno” onde vamos fazer uma viagem no tempo para relembrar a história do nosso querido Acre.

Um nome para ficar na história

Em 1841 nascia em Recife (PE) um menino que se tornaria militar do exército. Valente, ainda no início da carreira foi lutar com as tropas de Dom Pedro II na Guerra do Paraguai. Após a guerra, foi um grande crítico do imperador e ao regime escravista em que o Brasil vivia, ele se chamava Antônio de Sena Madureira. Não seria tão conhecido na história do Brasil, mas teve seu nome eternizado

Seringal Santa Fé

Durante o Ciclo da Borracha, um local chamado Seringal Santa Fé – na época ainda na Bolívia – começava a ser povoado por brasileiros vindos do Nordeste. Após a assinatura do Tratado de Petrópolis em 1903 que fez o território do Acre passar a ser brasileiro, foi enviado para uma missão no seringal o general Silveira de Meneses que decidiu fundar ali em 25 de setembro de 1904 a cidade de Sena Madureira.

Sena Madureira em 1911. Imagem/Arquivo nacional

Primeira capital do Acre

A cidade fundada por Silveira de Meneses ocupou por causa de sua localização geográfica estratégica, posição de destaque entre os grandes centros comerciais da Amazônia sendo sede do Departamento do Alto Purus e primeira capital do que hoje seria o Estado do Acre. Através de Decreto do Governo Federal, de 1º de outubro de 1920, Sena Madureira deixou de ser a capital do Acre, transferida para Rio Branco.

Sena Madureira nos anos 70. Imagem/Internet

Hoje Sena Madureira é a terceira maior cidade do Acre, ficando atrás somente da capital Rio Branco e de Cruzeiro do Sul, segundo dados do IBGE em 2018 a população do município é de aproximadamente 45 mil habitantes e tem na agricultura e pecuária os dois principais motores da economia.

Vista aérea de Sena Madureira. Imagem/Internet